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África do Sul desponta como principal compradora de frango brasileiro em setembro

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As exportações de carne de frango do Brasil alcançaram 482,3 mil toneladas em setembro, registrando uma leve queda de 0,6% em comparação com as 485 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Apesar da redução, esse volume representa o melhor resultado mensal nos últimos 11 meses e o maior patamar de 2025, sinalizando uma recuperação gradual no setor.

A receita gerada pelas exportações, no entanto, sofreu uma queda mais acentuada, totalizando US$ 857,9 milhões, o que equivale a uma diminuição de 10,1% em relação a setembro do ano passado. Essa discrepância entre volume e receita reflete uma redução nos preços do produto no mercado internacional, impactando os ganhos dos produtores brasileiros.

Pela primeira vez, a África do Sul emergiu como o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango no mês, com 38,7 mil toneladas importadas, um aumento de 35,9% ante o mesmo período anterior. Esse posicionamento destaca uma diversificação nos mercados compradores, com outros destinos também registrando variações significativas: Emirados Árabes Unidos receberam 37,2 mil toneladas (-10,2%), México 37,1 mil toneladas (+55,5%), Japão 36,4 mil toneladas (-0,2%), Arábia Saudita 35,7 mil toneladas (+19,2%) e Filipinas 32,3 mil toneladas (+103,2%).

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, atribuiu o equilíbrio nos volumes exportados para diversos destinos a uma demanda generalizada pelo produto brasileiro. Ele explicou que isso é reflexo de necessidades reprimidas durante o período em que vários mercados suspenderam importações devido a um foco resolvido de influenza aviária de alta patogenicidade no Rio Grande do Sul. Santin expressou otimismo para outubro, com expectativas de manutenção de patamares semelhantes, impulsionados pela retomada das vendas para a União Europeia.

A suspensão das compras pela União Europeia ocorreu em maio, após a detecção de um caso de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro (RS), levando mais de 100 países a interromperem as importações de carne de frango e subprodutos brasileiros. O retorno gradual dos compradores iniciou-se em junho, quando a Organização Mundial de Saúde Animal (OSMA) confirmou que o Brasil estava livre da doença em estabelecimentos comerciais, embora nações como a China ainda não tenham restabelecido as aquisições.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as exportações totalizaram 3,876 milhões de toneladas, uma queda de 1% em relação ao mesmo período de 2024. A receita acumulada nesse intervalo foi de US$ 7,166 bilhões, representando uma redução de 1,5% na variação anual, o que ilustra os desafios enfrentados pelo setor em meio a flutuações globais e restrições comerciais temporárias.

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