Agricultura

SLC Agrícola enfrenta prejuízo trimestral, mas vê otimismo em expansão agrícola

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A SLC Agrícola, empresa que atua na comercialização de soja, algodão, milho, sementes e pecuária bovina, divulgou um prejuízo líquido de R$ 14,5 milhões no terceiro trimestre, uma leve melhora em relação ao prejuízo de R$ 17,3 milhões registrado no mesmo período de 2023. Esse resultado foi impactado pelo aumento nas despesas com vendas, gerais e administrativas, além de um resultado financeiro negativo de R$ 126,6 milhões e um crescimento no imposto de renda e contribuição social, que somou R$ 81,7 milhões.

Apesar do prejuízo, o diretor presidente da companhia, Aurélio Pavinato, destacou que esse é um resultado tradicional para o terceiro trimestre. Ele enfatizou o crescimento de 14,7% no Ebitda, que atingiu R$ 531,4 milhões, e um avanço de 27,9% na receita líquida, totalizando R$ 2,09 bilhões. Pavinato atribuiu esses números positivos à performance operacional da empresa.

A SLC Agrícola iniciou o plantio da safra 2025/26 no terceiro trimestre, com uma área estimada de 835,7 mil hectares, representando um aumento de 13,6% em comparação à safra anterior. Especificamente, a área destinada à soja crescerá 14,2%, alcançando 431,2 mil hectares, enquanto o milho na segunda safra terá um incremento de 29,3%, para 158,7 mil hectares, e o algodão, 11,1%, para 198,7 mil hectares. Até 4 de novembro, 268,5 mil hectares de soja já haviam sido plantados.

Pavinato comentou que o plantio está praticamente concluído em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com andamento normal na Bahia, embora um pouco atrasado no Maranhão. Ele expressou expectativa de uma safra positiva, similar à anterior, desde que o fenômeno La Niña se mantenha fraco. No entanto, alertou para margens mais apertadas devido ao aumento médio de 9,7% nos custos por hectare, impulsionado pela alta nos fertilizantes.

A empresa também expandiu em 21% a área irrigada, totalizando 19,4 mil hectares, com investimentos concentrados na Bahia. Essa iniciativa permite duas safras anuais nessa região, em vez de apenas uma sem irrigação. Além disso, a SLC garantiu a compra de quase 100% dos insumos necessários e fixou preços para 60,2% da produção de soja, 18,6% de milho e 27,2% de algodão.

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