Uma estimativa divulgada pelo Fundecitrus nesta quarta-feira, 10, e analisada pelo Cepea, aponta para uma produção de laranja abaixo de 300 milhões de caixas de 40,8 kg pelo segundo ano consecutivo no cinturão citrícola de São Paulo e no Triângulo/Sudoeste Mineiro. A projeção para a safra 2025/26 é de 294,81 milhões de caixas, o que representa um desafio significativo para o setor citrícola brasileiro.
O relatório do Fundecitrus destaca uma diminuição no tamanho médio dos frutos, fator que contribui para a redução na colheita total. Essa alteração no desenvolvimento das laranjas é atribuída a condições ambientais e fitossanitárias que afetam a produtividade das plantações na região.
Além disso, há um aumento na projeção da taxa de queda prematura de laranjas, agravado pela intensificação dos sintomas do greening, uma doença que tem impactado severamente os pomares. O greening, causado por uma bactéria transmitida por insetos, compromete a vitalidade das árvores e reduz a qualidade da safra.
Adversidades climáticas também influenciam esse cenário, conforme indicado no relatório. Fatores como variações de temperatura e precipitação irregular têm exacerbado os problemas fitossanitários, levando a uma maior incidência de queda de frutos antes da maturação.
Essa tendência de declínio na produção de laranja pode ter implicações econômicas para os produtores e para a cadeia de suprimentos no Brasil, especialmente em regiões dependentes da citricultura, como São Paulo e partes de Minas Gerais. O Fundecitrus e o Cepea continuam monitorando esses indicadores para fornecer orientações ao setor.