AgriculturaInovaçãoTecnologia

Embrapa identifica gene AtJAL que eleva resistência de plantas a seca e doenças

116
Plantação de soja resistente à seca e doenças no Brasil, identificada por gene AtJAL da Embrapa.

Pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia identificaram o gene AtJAL, que ativa um estado de alerta nas plantas, ampliando sua resistência a doenças e seca. Liderada por Isabela Tristan Lourenço-Tessutti, a descoberta pode revolucionar a agricultura brasileira, reduzindo perdas econômicas causadas por estresses bióticos e abióticos. Essa inovação surge em um momento crucial para agricultores afetados por secas e pragas no Brasil.

Origem da pesquisa

A pesquisa foi conduzida na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, localizada no Distrito Federal, Brasil. Com colaborações da Universidade de Brasília (UnB) e instituições internacionais, o estudo focou no gene AtJAL, pertencente à família JAZ. Os cientistas analisaram como esse gene regula a expressão de genes de defesa por meio da sinalização de jasmonato.

Mecanismo de ação do gene AtJAL

Em experimentos com a planta modelo Arabidopsis thaliana, a superexpressão do gene AtJAL aumentou a resistência a fungos e seca. Por outro lado, o silenciamento do gene diminuiu essa capacidade de defesa. Essa regulação coloca as plantas em um estado de prontidão constante contra ameaças ambientais.

A ativação desse gene coloca a planta em um estado de ‘alerta máximo’, como se ela estivesse sempre preparada para uma batalha.

Essa declaração de Isabela Tristan Lourenço-Tessutti destaca o potencial defensivo do gene.

Impactos para a agricultura sustentável

O objetivo principal é desenvolver cultivares mais resistentes, o que pode reduzir o uso de agroquímicos e irrigação. Com isso, a agricultura se torna mais sustentável, minimizando impactos ambientais. Agricultores brasileiros, especialmente aqueles lidando com secas recorrentes, serão os principais beneficiados.

Essa pesquisa pode reduzir perdas econômicas causadas por doenças e seca, promovendo uma agricultura mais resiliente e sustentável.

Conforme enfatizado pela líder da pesquisa, os avanços visam uma produção agrícola mais eficiente em 2026 e além.

Perspectivas futuras

A descoberta abre portas para aplicações em diversas culturas agrícolas no Brasil. Com o foco em estresses bióticos e abióticos, os pesquisadores planejam expandir os estudos para plantas comerciais. Essa inovação alinha-se com metas globais de sustentabilidade, fortalecendo a resiliência da agricultura nacional.

Conteúdos relacionados

Foto: Divulgação
AgriculturaCaféEventos

Prazo para inscrição no 24º Concurso Café Qualidade Paraná termina em 5 dias

O prazo para inscrições de produtores paranaenses no 24º Concurso Café Qualidade...

Exposição ao frio causa escurecimento da polpa da manga, comprova estudo
AgriculturaEconomiaPecuária

Canetas emagrecedoras reduzem consumo de ultraprocessados e impulsionam proteína no Paraná

A febre das canetas emagrecedoras está modificando os hábitos alimentares dos brasileiros,...

Exposição ao frio causa escurecimento da polpa da manga, comprova estudo
AgriculturaMundoPecuária

Ministro da Agricultura recebe embaixador do México para ampliar cooperação agropecuária

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu na quinta-feira,...

Vinhedos de champagne na França sob calor recorde
AgriculturaClimaMundo

Calor recorde na França altera perfil do champagne em 2026

O calor recorde registrado na França durante o verão de 2026 elevou...