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Embrapa identifica gene AtJAL que eleva resistência de plantas a seca e doenças

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Plantação de soja resistente à seca e doenças no Brasil, identificada por gene AtJAL da Embrapa.

Pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia identificaram o gene AtJAL, que ativa um estado de alerta nas plantas, ampliando sua resistência a doenças e seca. Liderada por Isabela Tristan Lourenço-Tessutti, a descoberta pode revolucionar a agricultura brasileira, reduzindo perdas econômicas causadas por estresses bióticos e abióticos. Essa inovação surge em um momento crucial para agricultores afetados por secas e pragas no Brasil.

Origem da pesquisa

A pesquisa foi conduzida na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, localizada no Distrito Federal, Brasil. Com colaborações da Universidade de Brasília (UnB) e instituições internacionais, o estudo focou no gene AtJAL, pertencente à família JAZ. Os cientistas analisaram como esse gene regula a expressão de genes de defesa por meio da sinalização de jasmonato.

Mecanismo de ação do gene AtJAL

Em experimentos com a planta modelo Arabidopsis thaliana, a superexpressão do gene AtJAL aumentou a resistência a fungos e seca. Por outro lado, o silenciamento do gene diminuiu essa capacidade de defesa. Essa regulação coloca as plantas em um estado de prontidão constante contra ameaças ambientais.

A ativação desse gene coloca a planta em um estado de ‘alerta máximo’, como se ela estivesse sempre preparada para uma batalha.

Essa declaração de Isabela Tristan Lourenço-Tessutti destaca o potencial defensivo do gene.

Impactos para a agricultura sustentável

O objetivo principal é desenvolver cultivares mais resistentes, o que pode reduzir o uso de agroquímicos e irrigação. Com isso, a agricultura se torna mais sustentável, minimizando impactos ambientais. Agricultores brasileiros, especialmente aqueles lidando com secas recorrentes, serão os principais beneficiados.

Essa pesquisa pode reduzir perdas econômicas causadas por doenças e seca, promovendo uma agricultura mais resiliente e sustentável.

Conforme enfatizado pela líder da pesquisa, os avanços visam uma produção agrícola mais eficiente em 2026 e além.

Perspectivas futuras

A descoberta abre portas para aplicações em diversas culturas agrícolas no Brasil. Com o foco em estresses bióticos e abióticos, os pesquisadores planejam expandir os estudos para plantas comerciais. Essa inovação alinha-se com metas globais de sustentabilidade, fortalecendo a resiliência da agricultura nacional.

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