Jair Gollo, presidente da APROSOJA-RO, alertou para as condições precárias de manutenção da BR-364 e os impactos das tarifas de pedágio sobre o transporte de cargas em Rondônia. As declarações públicas do dirigente destacam que os reparos realizados na rodovia frequentemente agravam os problemas existentes, elevam os custos logísticos e reduzem a competitividade do estado diante de rotas alternativas.
Desafios na conservação da BR-364
Os produtores rurais e transportadores de Rondônia enfrentam diariamente buracos e trechos deteriorados na principal via de escoamento da produção. Gollo ressaltou que, em vez de resolver as falhas, as intervenções muitas vezes deixam a situação pior. Essa realidade aumenta os riscos operacionais e eleva os gastos com manutenção dos veículos.
A APROSOJA-RO nunca foi contra pedágio ou concessão, desde que fosse feita da forma correta. Nós tínhamos esperança de ter um asfalto bom, rodovias duplicadas nos trechos mais movimentados e melhorias reais para quem produz e transporta
Jair Gollo
Além disso, os motoristas relatam que o asfalto apresenta irregularidades logo após as obras, comprometendo a fluidez do tráfego de caminhões carregados com soja e outros grãos.
Repercussões das tarifas de pedágio
O dirigente também chamou atenção para os valores elevados cobrados nas praças de pedágio, que pesam diretamente no orçamento mensal dos transportadores. Muitos profissionais gastam quantias expressivas apenas com tarifas, o que reduz a margem de lucro e encarece o frete. Quando a logística perde competitividade, o fluxo de cargas migra para outros corredores, prejudicando a arrecadação e a movimentação econômica de Rondônia.
Em vez de resolver o problema dos buracos, às vezes fica até pior. O produtor e o transportador estão cansados de enfrentar isso todos os dias
Jair Gollo
Os setores produtivos temem que a continuidade desse cenário limite o crescimento do estado e a geração de empregos nos próximos anos.