O mercado da soja voltou a operar com forte volatilidade na Bolsa de Chicago na terça-feira, 19 de maio de 2026, em movimento de realização de lucros após altas expressivas na sessão anterior, mas ainda sustentado acima de US$ 12 por bushel. Traders e fundos de commodities ajustaram posições enquanto acompanhavam o cenário global, marcado por acordo comercial entre China e Estados Unidos, valorização do petróleo e preocupações climáticas ligadas ao El Niño na safra americana. Produtores brasileiros observam o movimento com atenção, já que a commodity representa importante fonte de receita para o agronegócio nacional.
Fatores que mantêm suporte aos preços
Após a correção técnica desta terça-feira, os contratos mantiveram base firme graças à ampliação das compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos e ao avanço das cotações do petróleo. As incertezas climáticas no início da safra dos Estados Unidos, com chuvas excessivas e temperaturas abaixo da média, também contribuem para o atual patamar. Tensões geopolíticas que afetam o fornecimento de fertilizantes adicionam pressão altista ao mercado.
Impacto para produtores brasileiros
Produtores do Brasil acompanham de perto a oscilação em Chicago, pois qualquer variação influencia diretamente a rentabilidade da safra atual e os planos de comercialização. O quadro se deteriorou significativamente desde dezembro, especialmente em relação aos fertilizantes, conforme apontam analistas do setor. Apesar da realização de lucros, o mercado segue tecnicamente sustentado acima dos US$ 12 por bushel.
mesmo após a realização de lucros desta terça-feira, o mercado segue tecnicamente sustentado acima dos US$ 12 por bushel.
Fernando Pimentel
Perspectivas para os próximos pregões
Especialistas esperam que a volatilidade permaneça nas próximas sessões enquanto traders avaliam novos dados de exportação e atualizações climáticas. A combinação entre demanda chinesa firme e riscos de produção nos Estados Unidos deve continuar oferecendo suporte aos preços, embora correções pontuais ainda sejam possíveis. O foco agora se volta para a evolução do El Niño e eventuais desdobramentos nas negociações comerciais entre as duas maiores economias mundiais.