O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou a Portaria nº 1.630 em 22 de maio de 2026, reconhecendo oficialmente a raça ovina Berganês. A medida autoriza a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) a conduzir o registro genealógico dos animais, conforme a legislação vigente. A entidade, sediada em Bagé (RS), atuará sob supervisão da Secretaria de Defesa Agropecuária.
Reconhecimento da raça Berganês
A portaria integra a raça ovina Berganês ao rol de variedades reconhecidas no país. Esse passo permite a identificação precisa dos exemplares e o controle zootécnico necessário para manter as características raciais originais. O processo também favorece o aprimoramento genético dos rebanhos por meio de critérios técnicos padronizados.
Com o registro genealógico em vigor, criadores poderão documentar a linhagem dos animais de forma oficial. A iniciativa atende a demandas do setor por maior organização e rastreabilidade, contribuindo para a valorização da raça em âmbito nacional.
Benefícios para o setor ovino
A autorização concede à Arco a responsabilidade de aplicar normas de seleção e reprodução. Essa estrutura auxilia na preservação de atributos específicos da Berganês, como adaptação a diferentes condições climáticas e produtividade consistente. O controle zootécnico resultante apoia tanto pequenos quanto médios produtores.
Próximos passos para criadores
Os criadores interessados devem procurar a Arco para iniciar o processo de registro dos animais. A entidade fornecerá orientações sobre os procedimentos exigidos pela portaria, garantindo conformidade com as regras do Ministério da Agricultura e Pecuária. A medida reforça o compromisso com a melhoria contínua da ovinocultura brasileira.