O Ministério Público do Trabalho protocolou na segunda-feira, 25 de maio de 2026, um pedido formal para proibir o uso do glifosato em todo o território brasileiro. O documento de 165 páginas questiona o registro atual do produto e aponta um suposto duplo padrão regulatório adotado pela Anvisa. A iniciativa atinge diretamente produtores rurais de soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e pecuária, que utilizam o princípio ativo em larga escala.
O órgão fundamenta a solicitação em evidências de riscos à saúde humana associadas à exposição prolongada ao glifosato. Além disso, cita o endurecimento de regras em outros países como justificativa para revisar a autorização vigente no Brasil. A ação tramita agora nos órgãos competentes e pode alterar significativamente o cenário regulatório do setor agrícola.
Argumentos apresentados pelo ministério público
O Ministério Público do Trabalho sustenta que a Anvisa mantém critérios distintos para avaliar substâncias semelhantes, o que configuraria tratamento desigual. O relatório técnico anexado ao processo reúne estudos internacionais e dados epidemiológicos que reforçam a preocupação com a saúde dos trabalhadores rurais. A medida busca uniformizar a proteção ocupacional em todo o país.
Possíveis efeitos sobre a produção agrícola
Produtores de soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e pecuária acompanham o desfecho da ação com atenção, pois o glifosato é amplamente empregado no manejo de plantas daninhas. Caso a proibição seja confirmada, o setor deverá buscar alternativas de controle de pragas em curto prazo. Especialistas indicam que a transição exigirá investimentos em novas tecnologias e capacitação técnica.