Um relatório conjunto da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e do Met Office do Reino Unido, divulgado na quinta-feira (28/05/2026), indica que as temperaturas médias globais anuais devem variar entre 1,3°C e 1,9°C acima dos níveis pré-industriais entre 2026 e 2030. As projeções apontam ainda alta probabilidade de que pelo menos um ano nesse período ultrapasse temporariamente o patamar de 1,5°C, superando o recorde registrado em 2024.
Projeções climáticas para 2026-2030
Os modelos climáticos utilizados no estudo mostram que o aquecimento global permanece em trajetória ascendente, impulsionado por um possível El Niño forte até 2027. Governos signatários do Acordo de Paris recebem esses dados como alerta para reforçar medidas de mitigação, uma vez que o limite de 1,5°C, embora temporário, representa risco adicional para ecossistemas e sociedades.
No Ártico, o aquecimento deve ocorrer em ritmo superior a 3,5 vezes a média global, com redução acentuada do gelo marinho em março nos mares de Barents, Bering e Okhotsk. O hemisfério norte tende a registrar invernos mais úmidos, enquanto a região amazônica pode enfrentar condições mais secas entre maio e setembro.
Impactos regionais e recomendações
As previsões reforçam a necessidade de monitoramento contínuo por parte de agências nacionais. Especialistas destacam que eventos como secas prolongadas na Amazônia e degelo acelerado no Ártico exigem planejamento antecipado em setores como agricultura, recursos hídricos e infraestrutura costeira.
Com base nesses cenários, o relatório orienta que políticas públicas priorizem redução de emissões e adaptação, evitando que oscilações anuais acima de 1,5°C se tornem recorrentes nas próximas décadas.