As cotações da ureia nos portos brasileiros acumularam queda de aproximadamente 25% nas últimas seis semanas até junho de 2026. O movimento reflete o enfraquecimento da demanda global e a instabilidade logística no Estreito de Ormuz, que afetam importadores e produtores rurais brasileiros. Empresas como a StoneX acompanham de perto esse cenário, enquanto novos negócios seguem em ritmo lento.
Fatores que explicam a desvalorização
A redução nos preços ocorre em meio à fraqueza da demanda mundial por fertilizantes. Uma nova licitação da Índia não interrompeu o movimento de baixa, mantendo os negócios em patamar reduzido. Importadores relatam que produtores rurais brasileiros adiam compras à espera de cotações ainda mais favoráveis nos portos.
O contexto inclui tensões logísticas no Estreito de Ormuz e oscilações no mercado do Oriente Médio, que influenciam diretamente os custos de transporte e abastecimento. Esses elementos combinados pressionam as cotações para baixo sem sinais imediatos de reversão.
Repercussões no setor agrícola brasileiro
Produtores rurais brasileiros observam o cenário com atenção, pois a ureia é insumo essencial para diversas culturas. O adiamento de aquisições pode afetar o planejamento de safra, embora a queda acumulada traga alívio temporário nos custos. Importadores ajustam suas estratégias para lidar com o ritmo lento de transações.
Analistas da StoneX destacam que o enfraquecimento global da demanda continua como principal motor da tendência. O mercado brasileiro permanece atento a qualquer sinal de recuperação nos preços, especialmente com a proximidade de novos períodos de comercialização.