Os Estados Unidos aplicaram novas tarifas sobre o mel brasileiro, elevando a alíquota para mais de 40% e alterando significativamente o cenário para os exportadores nacionais. A medida substitui a taxa anterior de cerca de 10% e eleva os custos operacionais de produtores e empresas que enviam o produto ao mercado americano. A Associação Brasileira de Mel (Abemel) acompanha os desdobramentos e busca canais de diálogo com as autoridades dos Estados Unidos.
Aumento das tarifas afeta exportações
Os exportadores brasileiros de mel orgânico enfrentam agora custos mais elevados para manter a presença no mercado americano. A mudança tarifária incide diretamente sobre o produto, que já ocupa posição relevante entre os fornecedores internacionais. Produtores relatam necessidade de revisar contratos e ajustar margens para preservar a competitividade.
A Abemel monitora os efeitos da nova alíquota junto aos associados e avalia possíveis impactos no volume de embarques. O foco permanece na manutenção dos fluxos comerciais já estabelecidos, apesar do aumento de despesas logísticas e tributárias.
Estratégia do mel orgânico brasileiro
A Abemel destaca que o produto orgânico do Brasil ocupa posição estratégica no mercado dos EUA, sem que haja, entre outros fornecedores, quem consiga substituí-lo.
Abemel
Especialistas do setor ressaltam que o mel brasileiro orgânico possui características únicas de origem e qualidade que o diferenciam de outros fornecedores. Essa diferenciação tem permitido a manutenção de parcerias comerciais mesmo diante de variações cambiais e regulatórias.
Monitoramento e diálogo com autoridades
As entidades representativas continuam em contato com órgãos governamentais americanos para esclarecer os critérios da nova tarifa. O objetivo é reduzir incertezas e identificar mecanismos que permitam a continuidade das exportações em condições equilibradas. O acompanhamento permanente das regras de importação permanece prioridade para o setor.