Um estudo do FGV Agro revela que países como Estados Unidos, Canadá, Espanha, China, Japão, Índia e México mantêm modelos consolidados de seguro rural, enquanto o Brasil enfrenta obstáculos significativos para ampliar o acesso dos produtores a esse instrumento, especialmente em meio à intensificação de eventos climáticos extremos.
Modelos consolidados em outros países
Nos países analisados, a forte participação governamental impulsiona a adesão por meio de subsídios diretos, compartilhamento de riscos e apoio técnico às seguradoras. Essa estrutura permite cobertura mais ampla e reduz a vulnerabilidade dos produtores diante de perdas. O Brasil, por sua vez, ainda não conseguiu replicar esse nível de integração entre setor público e privado.
Especialistas destacam que a ausência de políticas estáveis limita a expansão do seguro rural no país. Eventos como secas prolongadas, geadas, enchentes e ondas de calor têm se tornado mais frequentes, elevando os riscos para a produção agropecuária nacional.
Obstáculos e caminhos para o Brasil
A pesquisa do FGV Agro aponta que a falta de incentivos consistentes e a dificuldade de compartilhamento de riscos entre governo e mercado freiam o crescimento do seguro no Brasil. Produtores brasileiros permanecem expostos a prejuízos elevados quando desastres climáticos atingem suas lavouras ou rebanhos.
Governos dos países bem-sucedidos investem continuamente em capacitação de seguradoras e em mecanismos de proteção que tornam o produto acessível a diferentes portes de produtores. Essa experiência demonstra que políticas públicas coordenadas podem ampliar a cobertura sem comprometer a sustentabilidade do sistema.
Impacto dos eventos climáticos extremos
A crescente ocorrência de fenômenos extremos reforça a urgência de ampliar o seguro rural no Brasil. Sem instrumentos eficazes de proteção, os prejuízos se acumulam e afetam toda a cadeia produtiva, desde o pequeno agricultor até a indústria de alimentos.