Autoridades dos Estados Unidos confirmaram o segundo caso de infestação pela mosca-varejeira-do-novo-mundo em território americano. O registro ocorreu em um cão de companhia na cidade de Kenedy, no condado de Karnes, Texas, cerca de 130 km ao sul de San Antonio. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e as autoridades estaduais do Texas iniciaram de imediato as medidas de contenção, menos de um mês após o primeiro episódio detectado em maio de 2026.
A identificação das larvas em feridas do animal acionou protocolos de quarentena e tratamento veterinário. Equipes técnicas intensificaram a liberação de machos estéreis da espécie para interromper o ciclo reprodutivo da praga. Essas ações visam evitar a disseminação para rebanhos bovinos e outros animais de produção na região.
Medidas de contenção em andamento
O USDA coordena a operação com apoio de produtores locais e serviços de saúde animal. A estratégia combina inspeções regulares, isolamento de animais afetados e monitoramento de possíveis focos adicionais. Especialistas avaliam se a ocorrência representa uma falha na barreira permanente de contenção na fronteira com o México ou um possível estabelecimento local da mosca.
Histórico e desafios atuais
A mosca-varejeira-do-novo-mundo foi erradicada do continente em 1966 após décadas de esforço conjunto entre países. Desde então, barreiras sanitárias mantêm a praga sob controle, mas casos esporádicos exigem resposta rápida. O segundo registro em menos de um mês reforça a necessidade de vigilância permanente para proteger a pecuária americana e os animais de companhia.
Autoridades continuam a investigar a origem da infestação e reforçam orientações aos proprietários de animais sobre sinais clínicos e notificação imediata de suspeitas. O episódio destaca a importância de manter os programas de erradicação ativos para evitar prejuízos econômicos e sanitários em larga escala.