O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou recentemente novos casos de bicheira-do-novo-mundo no sul do Texas. A miíase causada pelas larvas de Cochliomyia hominivorax afetou três bezerros, uma cabra e um cão, além de rebanhos de bovinos, ovinos, caprinos, equinos e cães. O monitoramento que levou à detecção teve início em 2023 e revela a reintrodução do parasita na região após mais de cinco décadas de erradicação.
As fêmeas da mosca depositam ovos em feridas abertas dos animais. As larvas eclodem em poucas horas e se alimentam de tecido vivo, provocando inflamação intensa, perda de peso e, em casos graves, a morte dos hospedeiros. A confirmação desses focos reacendeu alertas sanitários em áreas de produção pecuária do sul do Texas.
Casos detectados em múltiplas espécies
Além dos animais de companhia e de pequeno porte, rebanhos comerciais de bovinos, ovinos, caprinos e equinos também foram atingidos. A presença simultânea em diferentes espécies indica que o parasita encontrou condições favoráveis para se disseminar rapidamente na região. Autoridades locais reforçaram a vigilância para mapear a extensão dos focos e evitar maior propagação.
Medidas de controle retomadas
O USDA anunciou a retomada da Técnica do Inseto Estéril, combinada com intensificação da vigilância e restrições ao trânsito de animais. Essas ações visam interromper o ciclo reprodutivo da Cochliomyia hominivorax e reduzir a população de moscas adultas. A experiência acumulada em programas anteriores permite uma resposta mais rápida diante da nova ameaça.
Origem da reintrodução após décadas
A erradicação do parasita no território americano ocorreu há mais de cinquenta anos, mas a expansão contínua pela América Central e pelo México facilitou sua volta. O sul do Texas, por sua proximidade com a fronteira, tornou-se novamente vulnerável. Especialistas destacam a importância de manter sistemas de detecção precoce para evitar prejuízos econômicos significativos à pecuária regional.