O governo de Mato Grosso assinou um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) em 8 de junho de 2026 para eliminar o uso de lenha de matas nativas em caldeiras de agroindústrias a partir de 2034. O acordo estabelece uma redução progressiva do consumo dessa biomassa, com metas anuais definidas até o ano limite. A iniciativa surgiu após inquérito do Ministério Público e envolve usinas de etanol de milho e outras empresas do setor.
Cronograma de redução gradual
O TCA determina que as agroindústrias diminuam ano a ano o volume de lenha nativa utilizada. Metas intermediárias serão monitoradas até o zeramento completo em 2034. Além disso, as empresas devem apresentar planos de expansão de florestas plantadas para substituir a fonte atual.
Essa transição busca atender à demanda crescente por biomassa sem pressionar as matas nativas do estado. O cumprimento das etapas anuais será fiscalizado por órgãos ambientais e pelo Ministério Público.
Motivações e participação dos atores
O aumento expressivo da demanda por energia térmica nas agroindústrias, especialmente nas usinas de etanol de milho, motivou o acordo. Sem medidas, o risco de desmatamento ilegal cresceria no Mato Grosso. O governador Otaviano Pivetta e a Arefloresta integram o grupo de signatários.
O Ministério Público conduziu o inquérito que resultou no TCA. A medida reforça o compromisso com a sustentabilidade e a oferta estável de biomassa no longo prazo. As partes envolvidas devem apresentar relatórios periódicos sobre o avanço das metas.
Impactos esperados no setor
A assinatura do termo alinha o crescimento industrial com a preservação ambiental em Mato Grosso. As agroindústrias ganham previsibilidade para investir em fontes renováveis alternativas. O estado consolida sua posição em práticas produtivas mais responsáveis.