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São Paulo vai construir primeira usina de captura de carbono do etanol de cana

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Foto: Divulgação
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O Estado de São Paulo anunciou a construção da primeira usina brasileira dedicada à captura e armazenamento de carbono biogênico gerado na produção de etanol de cana-de-açúcar. O projeto, formalizado em 10 de junho de 2026 durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, prevê a criação do Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico (CTCCSBio), sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). A iniciativa reúne o governo estadual, a FAPESP, a Petrobras e outras instituições de pesquisa com o objetivo de tornar o biocombustível paulista carbono negativo.

Como funcionará o novo centro

O CTCCSBio atuará em duas fases ao longo de cinco anos, financiado pela FAPESP. Na primeira etapa, pesquisadores avaliarão a viabilidade técnica e identificarão locais adequados para a implantação da usina. Na sequência, será realizada a construção e operação do equipamento, que capturará o dióxido de carbono emitido durante a fermentação da cana e o injetará em formações geológicas subterrâneas. O governador Tarcísio de Freitas destacou a importância do instrumento para impulsionar a ciência e o desenvolvimento sustentável no estado.

A produção de etanol a partir da cana-de-açúcar já é considerada uma alternativa mais sustentável em relação aos combustíveis fósseis por emitir menos gás carbônico. Portanto, ao capturar esse gás e injetá-lo no subsolo, estamos removendo ativamente o carbono que já circulava no ciclo de vida da planta.

Bruno Souza Carmo

A parceria envolve ainda a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semil) e especialistas da Poli-USP, coordenados por Bruno Souza Carmo. O centro busca estudar mecanismos de monetização, como o mercado de carbono e políticas de incentivo, já que o armazenamento em si não gera receita direta.

Benefícios para o setor sucroenergético

A tecnologia, conhecida como BECCS, permitirá que o etanol de cana atenda a exigências ambientais cada vez mais rigorosas nos mercados internacionais. Com isso, o setor sucroenergético paulista ganha competitividade ao mesmo tempo em que contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa. A secretária Natália Resende ressaltou que a iniciativa é essencial para descarbonizar a agroindústria e alinhar o estado às metas climáticas globais.

O BECCS é essencial para descarbonizar o setor agroindustrial paulista e manter sua competitividade internacional diante das crescentes exigências ambientais globais.

Natália Resende

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