Uma pesquisa da Kansas State University demonstrou que o tratamento preventivo de todos os animais de um lote contra doenças respiratórias nem sempre traz retorno econômico. O estudo, realizado em 13 confinamentos comerciais nos Estados Unidos, concluiu que essa prática não compensa financeiramente em 72% dos casos analisados. Os pesquisadores enfatizam a necessidade de avaliar o risco sanitário de cada lote antes de aplicar intervenções em massa.
Variabilidade no risco sanitário entre lotes
Os dados coletados de milhares de lotes revelaram grande diferença no nível de risco entre os grupos de bovinos. Essa variabilidade permite identificar quais lotes realmente precisam de tratamento preventivo e quais podem ser monitorados sem intervenção imediata. Confinadores podem assim reduzir custos desnecessários e evitar prejuízos decorrentes da falta de ação quando o risco é alto.
Modelos preditivos e uso responsável de antibióticos
A equipe desenvolveu quatro modelos preditivos com base em informações de 16.368 grupos de animais. Esses modelos incorporam características dos bovinos, dados meteorológicos e variáveis econômicas para orientar decisões sanitárias. A abordagem contribui para o uso responsável de antibióticos, tema central diante do avanço da resistência antimicrobiana.
Os resultados indicam que a decisão de tratar preventivamente deve considerar o perfil específico de cada lote. Essa estratégia equilibra a proteção da saúde animal com a eficiência econômica e a redução do uso indiscriminado de medicamentos. Confinadores que adotarem ferramentas preditivas semelhantes poderão otimizar recursos e melhorar o manejo sanitário nos Estados Unidos.