A expansão do cultivo da cultivar de uva de mesa BRS Núbia no noroeste paulista projeta uma ocupação de 600 hectares em Jales (SP) na safra de 2026, com produção superior a 20 mil toneladas e movimentação estimada em R$ 130 milhões. Desenvolvida pela Embrapa, a variedade já atrai cerca de 350 viticultores da região, segundo estimativas da CATI divulgadas pela TV TEM. A cultivar se destaca pela adaptação a condições tropicais e subtropicais, além do tamanho dos frutos e cachos e da textura firme que favorece o manejo comercial.
Origem e desenvolvimento da cultivar
O cruzamento entre as variedades Michele Palieri e Arkansas 2095 ocorreu em 2000, em Bento Gonçalves (RS). Após seleção em Jales em 2004 e avaliações em diferentes regiões, a BRS Núbia foi lançada comercialmente em 2013. Desde então, a expansão se acelerou no noroeste de São Paulo, onde o potencial produtivo observado nos experimentos incentivou a adoção por produtores locais.
Projeções econômicas para 2026
Com a previsão de 600 hectares cultivados, a safra de 2026 deve gerar mais de 20 mil toneladas de uvas e um faturamento próximo a R$ 130 milhões. Os números refletem o interesse crescente de viticultores que buscam variedades adaptadas ao clima regional. A participação de aproximadamente 350 produtores reforça a escala da iniciativa na região de Jales.
Adaptação e vantagens agronômicas
A BRS Núbia apresenta boa adaptação às condições de cultivo em áreas tropicais e subtropicais brasileiras. O tamanho dos cachos, a firmeza dos frutos e o potencial produtivo elevado são fatores que contribuem para sua aceitação no mercado. Essas características permitem manejo eficiente e atendem às demandas dos consumidores por uvas de mesa de qualidade.