O Brasil reúne R$ 289 bilhões em investimentos cadastrados em projetos de biocombustíveis e transição energética, conforme dados apresentados no painel “Biocombustíveis e Transição Energética” durante a terceira edição do GAFFFF, realizado em São Paulo. O debate, que encerrou a programação de conteúdo do evento, contou com a participação de Plínio Nastari, da DATAGRO, Roberto Ardenghy, do IBP, o deputado federal Arnaldo Jardim, Mário Campos, da SIAMIG/Bioenergia Brasil, e Carlos Eduardo Hammerschmidt, do Grupo Potencial. Os especialistas destacaram a necessidade de ampliar o uso dos biocombustíveis para além do abastecimento de veículos leves.
Expansão para novos mercados
Os participantes discutiram a aplicação dos biocombustíveis em setores como aviação, transporte marítimo, máquinas agrícolas, biogás e biometano. O RenovaBio e os CBIOs foram apontados como instrumentos centrais para reduzir a intensidade de carbono nos transportes e integrar a produção de alimentos e energia. Essa estratégia visa fortalecer a cadeia industrial brasileira e abrir novas frentes de mercado para o setor.
Arnaldo Jardim enfatizou o papel estratégico dos biocombustíveis na industrialização do país. As falas reforçaram que o Brasil possui uma oportunidade significativa para posicionar esses produtos como eixo de desenvolvimento econômico sustentável.
Perspectivas do RenovaBio e desafios futuros
Mário Campos observou que políticas públicas permitiram contar carbono por meio do RenovaBio e que essa lógica está sendo expandida para outras áreas. Roberto Ardenghy destacou que o momento atual representa uma evolução energética, na qual diferentes fontes se somam na matriz mundial, diante do aumento esperado no consumo global de energia nas próximas décadas. Os debatedores concluíram que ainda há muito a desenvolver, mas que o Brasil tem condições de liderar essa transição.
O biocombustível é mais do que cada um isolado. É um eixo de industrialização do Brasil
Arnaldo Jardim
Carlos Eduardo Hammerschmidt e os demais painelistas concordaram que a integração entre produção energética e industrial representa um diferencial competitivo para o país. O evento reforçou o compromisso do setor com a redução de emissões e o fortalecimento de cadeias de valor sustentáveis.