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A exótica galinha Sebright: beleza ornamental que remete ao século XIX

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A galinha Sebright destaca-se na avicultura pela sua aparência exótica, especialmente pelas penas que parecem uma obra de arte. Cada pena, nas variedades dourada ou prateada, é contornada por uma fina borda preta, conferindo à ave um visual único e atraente para criadores de aves ornamentais.

A raça foi desenvolvida por volta de 1800, na Inglaterra, pelo fazendeiro Sir John Sebright, que buscava criar uma linhagem de galinha anã pura e bonita. Essa origem histórica torna a Sebright uma das raças mais antigas e valorizadas no mundo das aves de exibição.

De acordo com a American Bantam Association e a Poultry Club of Great Britain, apenas duas plumagens são reconhecidas oficialmente: a prateada, com fundo branco e laceado preto, e a dourada, com fundo avermelhado e laceado preto. No Brasil, surgem outras colorações, como Lemon e Camurça, mas elas não seguem o padrão original. Adriel Paloschi, criador de aves ornamentais e proprietário do Criatório Paloschi, em Brusque (SC), explica que a delineação perfeita das penas é um traço essencial, e quanto mais precisa, melhor a qualidade da ave.

Classificada como bantam, termo para raças anãs, a Sebright é de pequeno porte, com crista rosada e postura ereta que realça sua elegância. A galinha mede entre 20 e 25 centímetros de altura e pesa cerca de 500 gramas, enquanto o galo é ligeiramente maior, com peso entre 620 e 680 gramas.

Embora seja ornamental e não destinada à produção de ovos ou carne, a Sebright inicia a postura aos sete meses, produzindo em média 150 ovos brancos e pequenos por ano. Nessa fase, a dieta é ajustada para incluir folhas verdes, insetos e frutas, passando de uma alimentação de crescimento para uma de postura, o que ajuda a manter cascas saudáveis.

O preço da galinha Sebright é acessível em comparação a outras raças ornamentais. Uma ave custa em média R$ 200, e uma dúzia de ovos varia entre R$ 120 e R$ 200, tornando-a uma opção viável para entusiastas.

Uma característica peculiar é a semelhança entre o galo e a galinha, pois o macho não desenvolve penas típicas masculinas no pescoço, dorso e cauda devido a um gene ligado ao sexo. Paloschi alerta que, se o galo apresentar penas curvadas, indica impureza por cruzamento com outra raça. Sem a crista maior, o corpo robusto e as esporas, macho e fêmea poderiam ser confundidos, o que é raro na avicultura.

Quanto ao comportamento, a Sebright pode variar de dócil a enérgica, mas seu manejo é simples, ideal para iniciantes. Paloschi relata casos em que galinhas demonstram preferências por galos, rejeitando os agressivos ou muito calmos, o que reflete instintos naturais de reprodução.

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Foto: Divulgação / https://seculoverdepaisagismo.com.br
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