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África do Sul aprova vacinação contra influenza aviária em aves

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Granja de aves no Brasil com galinhas em ambiente rural, ilustrando vacinação contra influenza aviária
Granja de aves no Brasil com galinhas em ambiente rural, ilustrando vacinação contra influenza aviária

A África do Sul avança para autorizar a vacinação de aves contra a influenza aviária altamente patogênica, substituindo a estratégia exclusiva de abate sanitário por uma abordagem integrada que inclui imunização. O ministro da Agricultura, John Steenhuisen, coordena a elaboração de um marco regulatório que permitirá o uso controlado de vacinas, sempre associado a medidas de biossegurança, vigilância e monitoramento. A mudança busca reduzir perdas econômicas no setor avícola e garantir a segurança alimentar do país.

Transição para modelo integrado de controle

O setor avícola sul-africano, representado pela Associação Sul-Africana de Avicultura e pela Organização de Frangos de Corte, participa ativamente da construção das novas regras. Medidas provisórias já estão em discussão enquanto o texto final é concluído. Essa estratégia segue exemplos bem-sucedidos adotados na União Europeia e nos Estados Unidos, onde a vacinação faz parte de programas de controle sem comprometer a produção.

Redução de impactos econômicos e proteção da produção

A decisão responde à necessidade de proteger a cadeia produtiva de frangos e ovos, que sofre prejuízos recorrentes com o abate em massa durante surtos. A imunização permitirá manter os plantéis ativos e reduzir interrupções no fornecimento de proteína animal à população. Especialistas destacam que a medida fortalece a capacidade de resposta do país diante de novas ondas da doença.

Declaração do setor produtivo

Diretores da indústria ressaltam que a vacinação não substitui outras práticas, mas amplia o leque de ferramentas disponíveis. O diretor executivo da Organização de Frangos de Corte da SAPA, Izaak Breitenbach, enfatizou a importância da combinação de estratégias.

A vacinação não é uma solução milagrosa, mas é uma ferramenta essencial que tem sido incorporada com sucesso em programas de controle da influenza aviária em muitos países. Combinada com medidas robustas de biossegurança e vigilância, ela fortalecerá significativamente nossa capacidade de gerenciar os riscos da doença, mantendo a produção e a segurança alimentar.

Izaak Breitenbach

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