A Arauco avança na construção do Projeto Sucuriú, um empreendimento de US$ 4,6 bilhões destinado à produção anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose em Inocência, Mato Grosso do Sul. O complexo inclui uma ferrovia própria de cerca de 47 km que conectará a unidade à Malha Norte e ao Porto de Santos, em São Paulo. As obras de terraplanagem tiveram início em 2024, enquanto a pedra fundamental da ferrovia foi lançada em fevereiro de 2026. A operação plena da fábrica e a conclusão da infraestrutura ferroviária estão previstas para o final de 2027.
O projeto ocupa uma área de 3.500 hectares e conta com 400 mil hectares de eucalipto associados. A ferrovia EF-A35 será equipada com 26 locomotivas e aproximadamente mil vagões para transportar a produção até o porto. A iniciativa busca viabilizar exportações para mercados internacionais e modernizar a logística da região.
Infraestrutura logística e capacidade produtiva
A construção da fábrica e da ferrovia integra planejamento logístico que visa reduzir custos e otimizar o escoamento da celulose. A conexão direta com a Malha Norte permitirá o transporte eficiente até Santos, principal porta de saída para o exterior. A estrutura também prevê geração de energia a partir de biomassa, contribuindo para a autossuficiência energética do empreendimento.
Impactos ambientais e econômicos na região
Entre os benefícios destacados está a redução de emissões de CO₂ em até 94% em comparação com o transporte rodoviário. O projeto deve gerar empregos diretos e indiretos no município de Inocência e áreas vizinhas, além de estimular o desenvolvimento econômico local. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acompanha as etapas relacionadas à ferrovia para garantir conformidade regulatória.
Cronograma e etapas de conclusão
Com a terraplanagem já em andamento desde 2024, as próximas fases incluem a instalação dos equipamentos industriais e a montagem dos trilhos. A Arauco mantém o foco no cumprimento do cronograma para que as operações comecem no final de 2027. O empreendimento reforça a posição de Mato Grosso do Sul como polo relevante na indústria de celulose brasileira.