Agricultura

Asperbras ignora instabilidades e investe R$ 50 milhões em expansão fabril

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A Asperbras, empresa do grupo Colpar, planeja investir cerca de R$ 50 milhões neste ano para dobrar a capacidade de produção de sua unidade em Penápolis, no interior de São Paulo. A fábrica, que atualmente produz aproximadamente 12 mil toneladas de tubos de PVC destinados à irrigação, passará a ter um potencial de 21 mil toneladas anuais.

De acordo com Thiago Rosa, gerente nacional de vendas da companhia, esse aporte faz parte de uma estratégia de investimentos contínuos, com foco no potencial de crescimento do mercado. Ele enfatiza que a decisão reflete uma visão otimista sobre as oportunidades no setor, mesmo diante de desafios econômicos.

Nos últimos dois anos, a Asperbras já destinou R$ 70 milhões para ampliar sua capacidade produtiva, alinhando-se ao seu próprio ritmo de expansão. Para 2024, a empresa registrou um faturamento de R$ 400 milhões e projeta encerrar o ano com uma receita de R$ 550 milhões, segundo informações divulgadas por Rosa.

A unidade de Penápolis é considerada estratégica pela companhia, pois facilita o atendimento aos três principais mercados de irrigação: as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Rosa destaca que esses mercados apresentam um grande potencial de investimentos, com a irrigação ganhando cada vez mais relevância no agronegócio nacional.

Apesar do cenário macroeconômico instável, marcado por juros elevados e o enfraquecimento das relações comerciais com os Estados Unidos, a Asperbras mantém sua agenda de investimentos. Esses fatores impactam diretamente as exportações do agronegócio, que respondem por 60% do faturamento da empresa.

Rosa ressalta que, embora a companhia esteja atenta às mudanças no ambiente econômico, a abordagem adotada prioriza uma visão consistente de negócios e oportunidades. Essa postura demonstra resiliência em um contexto de incertezas globais e domésticas.

O investimento em Penápolis reforça o compromisso da Asperbras com o setor de irrigação, essencial para o agronegócio brasileiro, que enfrenta pressões externas como variações cambiais e barreiras comerciais. A expansão pode contribuir para mitigar alguns desses impactos ao fortalecer a cadeia produtiva interna.

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