O mercado do boi gordo no Brasil mira a marca de R$ 400 por arroba no início de outubro de 2026, sustentado pela oferta restrita de animais terminados, apesar das pressões enfrentadas pelas exportações. Pecuaristas, frigoríficos, recriadores e terminadores acompanham de perto o movimento, enquanto o Cepea registra que a escassez de bois prontos para abate eleva as cotações tanto no mercado físico quanto nos contratos futuros da B3. A virada do ciclo pecuário e a menor disponibilidade de animais em confinamento na entressafra explicam a sustentação dos preços.
Oferta restrita impulsiona cotações no físico
A restrição de animais terminados ganhou força suficiente para manter os valores elevados, mesmo diante de um cenário internacional adverso. Teresa Vendramini destaca que a limitação de oferta compensa as dificuldades externas e permite que os preços resistam. Frigoríficos e recriadores observam que a reposição cara e os custos elevados comprimem as margens ao longo de toda a cadeia produtiva.
Fato é que a restrição de animais prontos para o abate ganhou peso suficiente para sustentar os preços mesmo diante de um cenário internacional adverso
Teresa Vendramini
Os terminadores relatam dificuldades para ampliar a produção imediata, já que o custo de reposição permanece alto e limita a margem de lucro. O Cepea reforça que as margens estão sendo disputadas entre os elos da cadeia, sem que qualquer segmento consiga ampliar significativamente seus ganhos no momento.
Contratos de novembro lideram expectativas na B3
Os contratos futuros do boi gordo permanecem acima da referência do mercado físico, com atenção especial ao vencimento de novembro. Ivan Formigoni observa que essa diferença reflete a expectativa de continuidade da oferta limitada nos próximos meses. A B3 registra maior interesse dos investidores nesse prazo, enquanto o físico ainda opera com volumes reduzidos.
O preço futuro do boi gordo se mantém acima da referência no físico, com especial atenção ao vencimento de novembro
Ivan Formigoni
As margens estão sendo disputadas ao longo de toda a cadeia
Cepea
Especialistas afirmam que o avanço efetivo do setor ocorrerá apenas quando todos os participantes da cadeia conseguirem ampliar seus resultados. Teresa Vendramini conclui que o equilíbrio de ganhos entre pecuaristas, recriadores e frigoríficos será fundamental para sustentar a recuperação do mercado no médio prazo.
O verdadeiro avanço vai acontecer quando todos os elos conseguirem ganhar
Teresa Vendramini