O mercado do boi gordo registrou alta de preços nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, com frigoríficos de pequeno e médio porte pressionados a pagar mais pela arroba em função da oferta restrita de animais terminados. Negócios pontuais alcançaram até R$ 380 por arroba em São Paulo, enquanto as referências médias subiram R$ 2 por arroba na praça paulista. As escalas de abate nas indústrias permanecem limitadas a cinco ou seis dias úteis, o que reforça a necessidade de reposição imediata de matéria-prima.
Alta atinge principais praças
Em São Paulo, a valorização foi mais evidente entre os frigoríficos que buscam preencher escalas curtas. Consultorias como Safras & Mercado, Scot Consultoria e Agrifatto acompanharam o movimento e registraram reajustes semelhantes em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso. A demanda por gado pronto para abate superou a oferta disponível, elevando a cotação em várias regiões produtoras.
Pecuaristas que mantinham animais em confinamento ou em fase final de terminação encontraram condições mais favoráveis para negociar. Os frigoríficos de menor porte foram os que mais sentiram a pressão, pois precisam garantir volume para manter a operação diária sem interrupções.
Escalas curtas limitam negociações
A restrição na oferta de animais terminados é o principal fator por trás da valorização observada. Com escalas de abate reduzidas, os compradores aceitam pagar mais para garantir o abastecimento nos próximos dias. No início desta sexta-feira, 2 de outubro de 2026, o mercado segue monitorado de perto por agentes do setor que avaliam se a alta se sustenta ou se há ajustes pontuais.
Especialistas das consultorias citadas indicam que o cenário depende diretamente da entrada de novos lotes nas próximas semanas. Enquanto isso, o ritmo de negócios permanece seletivo, com foco em animais de melhor acabamento.