O mercado do boi gordo registrou alta de preços na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, com a arroba atingindo R$ 385 em São Paulo e indicações próximas de R$ 390, conforme levantamentos realizados no dia anterior. A valorização ocorreu em meio à oferta restrita de animais prontos para abate e à melhora no escoamento da carne no varejo e no atacado. Pecuaristas e frigoríficos de diversas regiões acompanharam o movimento, que também se estendeu a outros estados produtores.
Frigoríficos enfrentam escalas de abate curtas, entre cinco e sete dias úteis, o que intensifica a disputa por animais terminados. Essa dificuldade para completar as programações de abate contribui diretamente para o avanço dos preços da arroba em diferentes praças do país.
Oferta restrita impulsiona valorização
A restrição na disponibilidade de bovinos prontos para o abate permanece como o principal fator altista do mercado. Consultorias como Agrifatto, Safras & Mercado e Scot Consultoria destacam que o cenário atual favorece novos reajustes no curto prazo, especialmente enquanto a demanda por carne bovina segue em crescimento.
A valorização foi observada não apenas em São Paulo, mas também na Bahia, Pará, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Em todas essas praças, o movimento reflete a mesma combinação de oferta limitada e melhora nas vendas de carne.
Perspectivas para o fim do ano
O analista Fernando Henrique Iglesias ressalta que o fundamento predominante permanece altista. Ele observa que a manutenção da oferta restrita pode sustentar novos aumentos nos próximos dias.
O fundamento predominante permanece altista, mantendo a perspectiva de novos reajustes no curto prazo.
Fernando Henrique Iglesias
De acordo com a Agrifatto, um eventual patamar de R$ 400 por arroba no mercado físico dependerá da continuidade da oferta restrita e do crescimento sazonal da demanda por carne no fim do ano. Pecuaristas e frigoríficos monitoram esses fatores para definir as próximas negociações.