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Brasil firma 18 acordos com África e eleva exportações em 30%

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Imagem: Divulgação
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O Ministério da Agricultura e Pecuária firmou pelo menos 18 instrumentos bilaterais com países africanos desde 2023 para ampliar a cooperação em segurança alimentar, desenvolvimento rural, agricultura tropical e sanidade agropecuária. A iniciativa gerou um crescimento de 30% nas exportações brasileiras para o continente, que alcançaram US$ 12,1 bilhões em 2025. A ação reforça laços comerciais e técnicos entre o Brasil e nações como Moçambique e Etiópia, com foco na adaptação de tecnologias a condições locais.

Expansão do comércio e diálogos bilaterais

O comércio bilateral entre Brasil e África registrou expansão significativa nos últimos anos, impulsionado por acordos que priorizam a transferência de conhecimento em agricultura tropical. A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa coordenou as tratativas, que incluem missões técnicas e projetos conjuntos. O II Diálogo Brasil-África, realizado em 2025, consolidou estratégias para aumentar o fluxo de produtos e serviços entre os continentes.

Em fevereiro de 2026, foi inaugurado em Brasília o Escritório de Cooperação Técnica para a África, gerido pela Embrapa e pela Agência Brasileira de Cooperação. O espaço permite acompanhamento contínuo de iniciativas em savanas africanas e facilita o intercâmbio de especialistas. Essa estrutura permanente visa garantir a execução eficiente dos acordos firmados.

Programas de cooperação sul-sul

Projetos como Mais Alimentos África e o Projeto Cerrado Africano aplicam tecnologias brasileiras adaptadas às realidades locais, promovendo segurança alimentar e desenvolvimento rural. A Embrapa lidera a pesquisa e a capacitação de técnicos africanos em sanidade agropecuária. Essas ações fortalecem a cooperação Sul-Sul e ampliam oportunidades de mercado para o agronegócio brasileiro.

Os resultados incluem maior resiliência produtiva em países parceiros e redução de barreiras sanitárias para exportações. O Mapa destaca que a continuidade desses instrumentos depende de ajustes constantes baseados em dados de campo. A estratégia posiciona o Brasil como referência em soluções agrícolas para regiões tropicais semelhantes às africanas.

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