O café registrou uma queda na bolsa de Nova York nesta terça-feira (9/9), influenciado por um movimento de realização de lucros após uma alta recente. Os contratos para dezembro fecharam com baixa de 0,79%, cotados a US$ 3,8180 por libra-peso, revertendo parte da valorização de 3% observada na véspera. Analistas apontam que a elevação do dólar no mercado externo foi um fator chave para essa correção, especialmente depois que os preços atingiram uma máxima de cinco meses.
Apesar do recuo, o mercado de café permanece sob tensão para possíveis novas altas, impulsionado por um quadro desfavorável de oferta global. Grandes produtores como Brasil, Colômbia e Vietnã estão atualmente em período de entressafra, o que limita a disponibilidade do grão. Além disso, os estoques certificados na bolsa estão em declínio, com reservas atuais de 695,8 mil sacas, comparadas a 834,7 mil sacas há um ano.
O cenário é agravado pelo tarifaço imposto contra produtos brasileiros, segundo especialistas, o que pode intensificar a escassez e pressionar ainda mais os preços. Essa medida comercial reflete tensões políticas em relações internacionais, afetando diretamente a cadeia de suprimentos e o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global de commodities.
Em contrapartida, o cacau mostrou recuperação na mesma sessão, com os contratos para dezembro avançando 2,21%, para US$ 7.395 por tonelada, após uma queda de 3% na sessão anterior. Já o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) disparou 4,41%, com os contratos para novembro cotados a US$ 2,4995 por libra-peso, destacando uma volatilidade positiva em meio às variações gerais.
No setor de açúcar, os papéis de demerara com vencimento em outubro subiram 1,34%, encerrando o dia a 15,84 centavos de dólar por libra-peso. Por fim, o algodão registrou um ganho modesto de 0,38%, com os contratos para dezembro cotados a 66,46 centavos de dólar por libra-peso, refletindo uma tendência mista no mercado de soft commodities influenciada por fatores econômicos e políticos globais.