O Chaco Paraguaio consolida-se como nova fronteira agrícola da América do Sul e atrai produtores brasileiros interessados em terras acessíveis para expansão da soja e da pecuária moderna. Investidores dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul já iniciam operações na região, onde os preços variam entre US$ 500 e US$ 3 mil por hectare. A consultoria StoneX destaca o movimento como resposta à busca por áreas com potencial de valorização e ambiente favorável a investimentos.
Investimentos em mecanização e genética bovina
Produtores adotam mecanização agrícola, confinamentos tecnificados e melhoramento genético com raças como Braford, Brangus e Brahman. Pastagens cultivadas complementam o sistema produtivo e elevam a eficiência das propriedades. Grupos rurais paraguaios participam do processo, formando parcerias que aceleram a conversão de áreas tradicionais em unidades modernas de soja e pecuária.
Logística da Rota Bioceânica impulsiona exportações
A construção da ponte internacional entre Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta facilita o escoamento da produção. A Rota Bioceânica conecta o Chaco ao Chile e reduz custos de envio de grãos e carne para mercados asiáticos. Essa infraestrutura logística reforça a competitividade da região e estimula novos aportes de capital brasileiro nos próximos anos.