Um ciclone que atingiu o Rio Grande do Sul na madrugada de 21 de setembro de 2026 provocou danos em três bases da Embrapa Clima Temperado em Pelotas e Capão do Leão. Os ventos de até 137,5 km/h derrubaram árvores, cercas, coberturas e postes, além de interromper a rede de fibra óptica, o fornecimento de energia e o acesso a dados. As perdas estruturais são estimadas em mais de R$ 1,5 milhão, conforme avaliação preliminar divulgada em 29 de setembro.
Danos registrados nas estações experimentais
A Estação Experimental Terras Baixas, em Capão do Leão, e a sede da Embrapa em Pelotas foram as mais afetadas. Técnicos e pesquisadores relataram a queda de estruturas que comprometem atividades de pesquisa em andamento. Animais como terneiros também sofreram com a interrupção de acessos e a falta temporária de energia em algumas áreas.
Equipes da Embrapa, em parceria com a UFPel e o Inmet, realizaram reparos emergenciais para restabelecer os serviços básicos. A ventania danificou ainda a rede de comunicação, o que atrasou o envio de dados meteorológicos coletados localmente. Apesar da extensão dos prejuízos, não houve registro de feridos entre os trabalhadores.
Medidas de recuperação em andamento
Desde a passagem do ciclone, técnicos mantêm plantão para avaliar os estragos e priorizar a recomposição das cercas e coberturas. A Embrapa Clima Temperado já solicitou recursos adicionais para acelerar a reconstrução das áreas atingidas. Pesquisadores continuam monitorando os impactos nas lavouras e nos experimentos em campo.
Contexto do evento meteorológico
O ciclone foi um evento natural que atingiu principalmente a região sul do estado. Autoridades meteorológicas confirmaram a intensidade dos ventos e a rápida movimentação do sistema. A Embrapa mantém comunicação constante com parceiros para atualizar informações sobre a situação das bases.