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Cigarrinha-do-milho causa perdas de R$ 25 bilhões na produção de milho no Brasil

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Plantação de milho no Brasil afetada pela cigarrinha-do-milho, com folhas danificadas e perdas na produção.

A cigarrinha-do-milho tem causado estragos significativos na produção agrícola brasileira, com perdas médias de 31,9 milhões de toneladas de milho por ano nas últimas quatro safras, de 2019/2020 a 2022/2023. Esse impacto resultou em prejuízos totais de R$ 25 bilhões para os produtores rurais, conforme cálculos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A praga, que transmite doenças como o enfezamento do milho, afeta principalmente as lavouras de milho safrinha, ameaçando a sustentabilidade do setor.

Impacto econômico sobre os produtores

Os produtores rurais brasileiros enfrentam desafios crescentes devido à cigarrinha-do-milho. As perdas anuais de milhões de toneladas representam um golpe direto na renda e na produtividade. De acordo com a CNA, os prejuízos acumulados superam R$ 25 bilhões, destacando a urgência de medidas de controle eficazes.

Alan Malinski, presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, enfatiza a necessidade de ação coordenada. Ele aponta que a praga compromete não apenas a colheita atual, mas também o futuro da produção de milho no país.

Causas da proliferação da praga

O aumento da área plantada com milho safrinha contribuiu para a disseminação da cigarrinha-do-milho. Condições climáticas favoráveis, como temperaturas amenas e umidade, facilitaram a proliferação da praga nas safras recentes. Isso resultou em uma transmissão acelerada de doenças que reduzem a produtividade das lavouras.

A cigarrinha age como vetor para o enfezamento do milho, uma doença que enfraquece as plantas e diminui o rendimento. Nas safras de 2019/2020 a 2022/2023, esse mecanismo causou perdas consistentes, afetando a cadeia produtiva como um todo.

Regiões mais afetadas no Brasil

As regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil sofrem os impactos mais intensos da cigarrinha-do-milho. Nessas áreas, o cultivo de milho safrinha é predominante, tornando-as vulneráveis à praga. Produtores locais relatam reduções significativas na colheita, o que eleva os custos operacionais e pressiona o mercado nacional de grãos.

A concentração geográfica agrava o problema, pois a migração da praga entre lavouras vizinhas acelera sua propagação. A CNA monitora essas regiões para mapear os danos e propor soluções adaptadas.

Chamado para ação conjunta

É fundamental que o governo e as instituições de pesquisa atuem em conjunto com os produtores para combater essa praga, que ameaça a sustentabilidade da produção de milho no Brasil.

Essa declaração de Alan Malinski reflete a preocupação do setor. Em 2026, com o avanço das tecnologias agrícolas, espera-se que parcerias entre governo, pesquisa e produtores possam mitigar os riscos futuros. Medidas como o uso de sementes resistentes e práticas de manejo integrado surgem como alternativas promissoras para reduzir as perdas causadas pela cigarrinha-do-milho.

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