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Pesquisadores da Unicamp criam curativo biodegradável com casca de romã para feridas

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Cascas de romã processadas em laboratório da Unicamp para curativo biodegradável para feridas.

Pesquisadores da Unicamp criam curativo biodegradável a partir de casca de romã

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um filme biodegradável inovador feito a partir da casca de romã, destinado ao uso como curativo em feridas na pele. O material possui propriedades antimicrobianas e antioxidantes, prometendo acelerar a cicatrização de úlceras, queimaduras e feridas crônicas. O estudo, coordenado por Maria Inês Ré do Departamento de Engenharia Química e financiado pela Fapesp, foi publicado em novembro de 2023.

Origem e motivação do projeto

A iniciativa surgiu da necessidade de explorar resíduos agroindustriais de forma sustentável. A casca de romã, rica em polifenóis, representa cerca de 50% do peso da fruta e é frequentemente descartada. Os cientistas viram nisso uma oportunidade para promover a economia circular, transformando um resíduo em um produto de valor agregado de baixo custo.

Processo de desenvolvimento

Os pesquisadores extraíram compostos bioativos da casca de romã e os incorporaram a uma matriz composta por gelatina e goma arábica. Essa combinação resultou em um filme flexível e biodegradável. Testes in vitro demonstraram eficácia contra bactérias, enquanto experimentos em modelos animais revelaram uma aceleração na cicatrização de até 30%.

Benefícios para a saúde

O curativo antimicrobiano e antioxidante pode ser aplicado diretamente sobre feridas, ajudando a prevenir infecções e promover a regeneração tecidual. Essa inovação é particularmente útil para tratar condições crônicas, como úlceras e queimaduras, que demandam soluções acessíveis e eficazes. A abordagem sustentável também reduz o impacto ambiental associado ao descarte de resíduos orgânicos.

Impacto na economia circular

A romã é uma fruta abundante no Brasil e em outros países tropicais, e sua casca representa cerca de 50% do peso total, sendo majoritariamente descartada. Transformá-la em um produto de valor agregado é uma forma de promover a economia circular.

Essa declaração de Maria Inês Ré destaca o potencial do projeto. Ao reutilizar a casca de romã, o estudo não apenas aborda questões de saúde, mas também contribui para práticas mais ecológicas na indústria agroalimentar brasileira.

Contexto e perspectivas futuras

O trabalho foi conduzido na Unicamp, em Campinas, Brasil, e publicado em 8 de novembro de 2023. Embora desenvolvido há alguns anos, a relevância dessa tecnologia continua crescendo em 2026, especialmente com o foco global em sustentabilidade. Pesquisas futuras podem expandir sua aplicação para outros tipos de feridas ou integrar novos compostos bioativos.

Financiamento e colaboração

O projeto recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o que permitiu a realização de testes rigorosos. A colaboração entre o Departamento de Engenharia Química e outras áreas da Unicamp reforça o caráter interdisciplinar da inovação. Essa abordagem pode inspirar iniciativas semelhantes em outras instituições brasileiras.

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