Café

Descubra os segredos dos cafés regionais no Museu do Café de Santos

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O Brasil é reconhecido mundialmente como campeão na produção e exportação de café, mas diferenciar os grãos de cada região pode ser um desafio para muitos. Essa é a proposta de um dos cursos oferecidos pelo Museu do Café, localizado em Santos, no litoral paulista. Os visitantes têm a oportunidade de aprender sobre a origem dos grãos, métodos de preparo e experimentar aromas e sabores de diversas formas, promovendo uma imersão sensorial na bebida.

Instalado no edifício da antiga Bolsa Oficial, o Museu do Café simboliza a ligação histórica entre o passado e o presente da cafeicultura brasileira. Santos, principal porto do país, foi o ponto de partida para a expansão global do café nacional. Fernanda Marqueria, gestora do Centro de Preparação de Café do museu, destaca a importância do local para aproximar o público do universo da bebida, valorizando sua relevância econômica, social, cultural e política.

De acordo com Marqueria, o museu vai além da história, mostrando como o café integra o cotidiano e evolui constantemente. Os visitantes percorrem exposições que ilustram o impacto do grão na economia nacional e participam de vivências sensoriais que conectam tradições, inovação e memória afetiva, reforçando por que a bebida continua a unir diferentes aspectos da vida brasileira.

Nos cursos do Centro de Preparação de Café, os participantes exploram um mundo de sabores, viajando por países produtores como Brasil, Colômbia, Índia e Costa Rica. José Cordeiro, professor da Universidade do Café no Brasil, explica que o frescor dos grãos é essencial para perceber as características sensoriais de cada origem, influenciadas por fatores como solo, clima, latitude e longitude.

Cordeiro enfatiza a importância da comparação simultânea para diferenciar os tipos de café e construir o paladar. Por exemplo, um café colombiano, com bom corpo e notas frutadas, pode ser comparado a um brasileiro, ajudando a desenvolver uma memória gustativa que permite identificar perfis sensoriais distintos.

Essas atividades, segundo o especialista, beneficiam produtores ao melhorar a qualidade dos grãos e capacitam baristas para extrações de excelência. Para o público geral, o contato com a história do café no Brasil valoriza o processo e o significado de uma bebida de qualidade, fomentando uma apreciação mais profunda pela cafeicultura nacional.

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