Pesquisadores da Embrapa desenvolveram um calcário nanoestruturado granulado capaz de corrigir a acidez do solo com maior eficiência, reduzir perdas no armazenamento e transporte e fornecer nutrientes às plantas. A inovação, criada no Laboratório de Nanobiotecnologia em Brasília, envolveu a empresa Perical e inclui testes em lavouras de soja e trigo em Goiás e Tocantins. O material utiliza moagem de alta energia para atingir dimensões próximas ao nível molecular, seguida de aglutinação em grânulos uniformes que incorporam nitrogênio, fósforo, potássio, boro, cobre e zinco.
Inovação no processo de produção
O método combina redução de partículas a escala nanométrica com posterior formação de grânulos resistentes, o que minimiza desperdícios durante logística e aplicação. Essa abordagem atende diretamente às demandas da agricultura brasileira por insumos mais eficientes e de menor custo operacional. Os pesquisadores realizaram diversos protótipos para ajustar concentrações e atender culturas variadas.
Benefícios para lavouras e produtores
A tecnologia aumenta a produtividade ao fornecer nutrientes essenciais de forma gradual e reduz o impacto ambiental associado ao uso excessivo de corretivos tradicionais. Testes em campo demonstraram plantas mais resistentes e maior aproveitamento dos insumos aplicados. A parceria com a Perical amplia o alcance das operações para regiões produtoras estratégicas no Centro-Oeste.
Perspectivas para o setor agrícola
Com essa solução, a Embrapa reforça seu papel no desenvolvimento de insumos que combinam nanotecnologia e agronomia prática. O calcário granulado representa um avanço que pode diminuir custos logísticos e elevar a competitividade das lavouras nacionais. A expectativa é que a adoção em larga escala contribua para sistemas produtivos mais sustentáveis e rentáveis.
Nós fizemos diversos protótipos com concentrações diferentes para conseguir efetivamente atender a culturas diversas
Luciano Paulino da Silva