Lallemand lança levedura que acelera produção de etanol de milho no Brasil

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Plantação de milho no Brasil com usina de etanol ao fundo, ilustrando produção acelerada de etanol.
Plantação de milho no Brasil com usina de etanol ao fundo, ilustrando produção acelerada de etanol.

Pesquisadores da Lallemand Biofuels & Distilled Spirits (LBDS) desenvolveram uma nova geração de levedura que promete revolucionar a produção de etanol de milho no Brasil. Essa inovação reduz o tempo de fermentação de 55 para 45 horas, aumentando a produção em até 9% e gerando ganhos anuais de R$ 34 milhões para as usinas. Desenvolvida nos Estados Unidos, a tecnologia já está sendo aplicada em usinas brasileiras, otimizando processos sem a necessidade de novos investimentos em infraestrutura.

Inovação tecnológica na fermentação

A nova levedura diminui o tempo de fermentação em 18%, permitindo até quatro moagens adicionais por mês nas usinas de etanol de milho. Essa eficiência eleva o volume de produção, atendendo à demanda crescente do mercado brasileiro. Além disso, a levedura produz glucoamilase internamente, reduzindo o uso de enzimas externas em 89% e cortando custos operacionais.

Resistência e sustentabilidade

Projetada para resistir a temperaturas de até 37ºC e a contaminantes comuns, a levedura da LBDS melhora a robustez do processo de fermentação. Essa característica minimiza interrupções e perdas, contribuindo para uma operação mais sustentável. As usinas no Brasil, que enfrentam variações climáticas, se beneficiam diretamente dessa adaptação.

Impacto econômico e de mercado

Com o crescimento acelerado do mercado de etanol de milho no Brasil, essa tecnologia chega em momento oportuno. Os ganhos estimados de R$ 34 milhões por ano resultam da combinação de maior produtividade e redução de insumos. Fernanda Firmino, vice-presidente da LBDS na América do Sul, destaca o compromisso com a inovação.

Estamos realizando investimentos contínuos em tecnologia para otimizar nossos processos e elevar os patamares de produtividade. Nosso objetivo é claro: acompanhar o ritmo acelerado de crescimento do mercado de etanol de milho no Brasil, entregando eficiência operacional e sustentabilidade em cada etapa da produção.

Perspectivas futuras

A adoção dessa levedura pode impulsionar a competitividade das usinas brasileiras no cenário global de biocombustíveis. Sem demandar expansões físicas, a solução foca em eficiência e sustentabilidade, alinhando-se às tendências de redução de emissões. Especialistas preveem que inovações semelhantes continuem a transformar o setor de etanol de milho nos próximos anos.

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