Os preços internacionais do milho futuro registraram quedas de quase 2% na Bolsa de Chicago na quinta-feira, 11 de junho de 2026. O movimento foi impulsionado pela ampla oferta revelada no relatório WASDE do USDA e pela queda nos preços do petróleo. Analistas destacam que os estoques finais projetados para as safras 2025/26 e 2026/27 superaram as expectativas do mercado.
Relatório do USDA eleva estoques e pressiona cotações
O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicou estoques finais maiores tanto nos EUA quanto no cenário global. Essa informação contrariou projeções de redução e gerou vendas técnicas nos contratos futuros. Ben Potter, da Farm Futures, observou que a maioria dos vencimentos fechou em baixa entre 1,5% e 1,75%.
Os investidores receberam um novo lembrete da ampla oferta disponível no relatório WASDE de hoje, o que desencadeou uma onda de vendas técnicas que deixou a maioria dos contratos em queda entre 1,5% e 1,75%.
Ben Potter
Ele também ressaltou que o nível de estoques atingiu o maior patamar em sete anos. A divulgação ocorreu em meio à queda simultânea nos preços do petróleo, fator adicional de pressão sobre as commodities agrícolas.
Mercado brasileiro reage com atenção à Conab
No Brasil, a Conab reduziu ligeiramente a estimativa de produção do milho safrinha para 107,86 milhões de toneladas. A revisão, divulgada na manhã de quinta-feira, foi de 108,445 milhões de toneladas projetadas em maio. Analistas da Agrinvest avaliam que a quebra em algumas regiões pode oferecer suporte aos preços no médio prazo.
Pela manhã, a Conab trouxe uma leve redução na produção do milho safrinha, passando de 108,445 milhões de toneladas no relatório de maio para 107,86 milhões nesta atualização de junho. A quebra de safra em algumas regiões deve dar suporte aos preços em algum momento.
Agrinvest
Comportamento dos preços no mercado físico
Regiões produtoras como Sorriso, em Mato Grosso, e Ubiratã, no Paraná, acompanharam a oscilação internacional com cautela. Produtores monitoram a evolução dos contratos na B3 e as cotações no mercado físico em Eldorado, no Mato Grosso do Sul. O cenário indica oferta abundante, mas eventuais quebras regionais podem limitar quedas mais acentuadas nos próximos meses.