BoiMundoPecuária

Namíbia confirma surto de febre aftosa em zona livre da doença

46
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Autoridades da Diretoria de Serviços Veterinários da Namíbia confirmaram dez casos de febre aftosa em uma fazenda comercial no distrito de Karasburg, na região de //Kharas. A detecção ocorreu dentro da zona reconhecida como livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal e levou à ativação imediata do plano nacional de contingência. As medidas incluem suspensão temporária do trânsito, da comercialização, dos abates e das exportações de animais suscetíveis. A decisão busca conter a disseminação do vírus e preservar o acesso da carne namibiana aos mercados externos.

As amostras foram coletadas em 22 de setembro de 2026 durante rotina de vigilância veterinária em 11 bovinos. A confirmação laboratorial aconteceu no dia seguinte, 23 de setembro. A empresa Agra Auctions e a processadora Meatco foram notificadas para interromper operações com animais da espécie afetada. O foco permanece restrito à propriedade identificada, segundo os primeiros rastreamentos realizados pelas equipes oficiais.

Resposta imediata e rastreamento

Após a confirmação, as restrições foram aplicadas de forma ampla em toda a região sul. Equipes técnicas realizaram inspeções adicionais e testes em propriedades vizinhas para mapear possíveis contatos. O monitoramento intensivo permitiu identificar que o surto não se espalhou além da fazenda original. Essa conclusão fundamentou a decisão de flexibilizar parcialmente as medidas em 27 de setembro de 2026, mantendo controles específicos na área afetada.

Flexibilização parcial das restrições

Com a confirmação de que o foco está localizado, algumas atividades voltaram a operar sob rigorosa supervisão. O trânsito de animais suscetíveis continua proibido sem autorização prévia, e abates em frigoríficos permanecem condicionados a exames negativos. As exportações de carne processada de outras regiões seguem autorizadas, desde que atendam aos protocolos sanitários internacionais. A estratégia equilibra a proteção do status sanitário com a continuidade econômica do setor pecuário.

Proteção do acesso a mercados externos

A ocorrência dentro da zona livre de febre aftosa representa risco para certificações internacionais. Autoridades reforçam que a rápida contenção é essencial para evitar sanções comerciais de parceiros que exigem status sanitário comprovado. A Namíbia mantém comunicação constante com a Organização Mundial de Saúde Animal para atualizar o relatório de situação. Novas inspeções estão programadas para as próximas semanas, visando restabelecer a normalidade com segurança.

Conteúdos relacionados

Foto: ABCC/Divulgação
AgriculturaEconomiaPecuária

Associação Brasileira de Criadores de Corriedale registra ganho de 333g/dia em prova de desempenho

A Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) finalizou uma avaliação de...

Câmeras de IA monitorando porcas em granja brasileira para previsão de partos
PecuáriaSuínosTecnologia

Câmeras com IA preveem partos de porcas em granjas brasileiras com precisão

Avanços em inteligência artificial e visão computacional permitem que câmeras monitorem porcas...

Foto: Divulgação
BoiPecuária

Adir do Carmo Leonel é homenageado no segundo aniversário de sua morte

Adir do Carmo Leonel, um dos principais nomes da seleção do Nelore...

Franga da raça Índio Gigante, criada no Norte de Minas, foi comprada por um produtor paulista
AvesEconomiaPecuária

Franga Índio Gigante de 98 cm é vendida por R$ 15 mil e bate recorde em leilão de MG

Uma franga da raça Índio Gigante, com 98 centímetros de altura, foi...