O pecuarista Ormízio Celeste, aos 93 anos, revelou em detalhes sua trajetória de mais de cinco décadas no mercado de terras durante o episódio 123 do podcast Agro em Debate, gravado na Bahia Farm Show. Nascido em 17 de novembro de 1932, ele contou como comprou, formou e vendeu cerca de 45 fazendas nos estados de São Paulo, Goiás e Tocantins ao longo da carreira. A entrevista, conduzida com a participação de seu filho Vinícius, destacou o modelo de negócios que transformou áreas de baixa produtividade em propriedades valorizadas.
Celeste explicou que a estratégia consistia em adquirir terras com financiamentos do Banco do Brasil, abrir áreas, plantar arroz e formar pastagens para depois comercializar os imóveis melhorados. Esse ciclo permitia reinvestir os recursos em novos negócios, aproveitando momentos em que o valor do gado superava o preço da terra bruta. A valorização obtida com o trabalho de formação das propriedades foi o principal motor de expansão.
Modelo de negócios aplicado em três estados
O pecuarista aplicou o mesmo método em municípios de São Paulo, Goiás e Tocantins, sempre buscando oportunidades de mercado que combinassem baixo custo inicial e potencial de melhoria. A prática de comprar, desenvolver e vender permitiu acumular experiência em diferentes regiões e adaptar as operações às condições locais de solo e clima. Vinícius acompanhou parte desse processo e contribuiu para a continuidade das atividades da família.
Princípios que orientaram as negociações
Durante a conversa, Celeste enfatizou a importância de flexibilidade nos preços para garantir a realização dos negócios. Ele observou que a margem entre compra e venda precisava ser calculada com precisão para manter o ciclo de reinvestimento sustentável ao longo dos anos.
Se você não pagar um pouquinho mais, não compra. E se não vender um pouquinho por menos, não vende.
Ormízio Celeste
A entrevista completa está disponível no podcast Agro em Debate e oferece um registro histórico sobre a evolução do mercado de terras no Brasil central e sudeste nas últimas cinco décadas.