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Portos do Arco Norte superam Paranaguá em importação de fertilizantes

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Foto: Divulgação/Mapa
Foto: Divulgação/Mapa

Os portos do Arco Norte consolidaram-se como os principais eixos de importação de fertilizantes no Brasil em 2025, superando o volume registrado em Paranaguá. Dados da Conab revelam que os terminais da região receberam 13,36 milhões de toneladas do insumo, contra 10,89 milhões no porto paranaense. A divulgação ocorreu em 26 de maio de 2026 e reflete o impacto de investimentos públicos em infraestrutura.

Investimentos públicos aceleram mudança logística

A Conab destaca que o crescimento resulta de obras em rodovias, hidrovias e ferrovias que aproximaram os portos de Itaqui, Santarém, Barcarena e Itacoatiara das regiões produtoras de Mato Grosso e Matopiba. O presidente Sílvio Porto observou que, nos últimos dez anos, houve um deslocamento claro do Sul para o Norte do país, ampliando a área de produção e reduzindo distâncias.

Claramente, a gente percebe nos últimos 10 anos um deslocamento do sul para o norte do Brasil. A parte do Centro-Norte do país tem assumido uma relevância muito significativa na saída do grão brasileiro e também tem se aproveitado dessa própria logística para a importação dos fertilizantes que vem de fora do Brasil, em especial o potássio, a ureia e também o fosfatado, que são utilizados para a produção agrícola brasileira. Esse deslocamento se deve, principalmente, a investimentos públicos que foram feitos e isso tem contribuído para que haja essa mudança significativa. Antes todo o grão de Mato Grosso saía ou por Paranaguá ou, principalmente, por Santos. Agora, se reduziu a distância até o porto pela região do estado do Pará, como também do Maranhão, pelo porto de Itaqui, e isso tem contribuído de forma bastante expressiva para ampliação da área de produção.

Sílvio Porto

O diretor de Operações e Abastecimento Arnoldo de Campos reforçou que a modalidade de frete de retorno, com grãos na ida e fertilizantes no retorno, diminui custos logísticos e aumenta a competitividade nacional.

Frete de retorno impulsiona competitividade

Segundo o superintendente Thomé Guth, as melhorias de infraestrutura e a proximidade com áreas de soja e milho explicam o fluxo crescente de importações pela região. A Conab defende a continuidade dos investimentos federais para atender toda a cadeia produtiva.

Um dos fatores que explica essa alta é a utilização da modalidade de frete de retorno, visando à diminuição do custo logístico. Ou seja, movimenta-se em direção aos portos com os grãos e retorna para as regiões produtoras com os fertilizantes. Isso torna evidente a importância do governo federal continuar com os investimentos na região do Arco Norte e nos sistemas de transportes para essas rotas, não somente visando a exportação dos grãos, mas também, às importações dos insumos, completando o atendimento logístico da cadeia produtiva como um todo, aumentando a competitividade nacional.

Arnoldo de Campos

As melhorias das condições de infraestrutura nos Portos do Arco Norte e a proximidade com as principais regiões produtoras de grãos e fibras do país, juntamente com os fretes de retorno, contribuem para que o fluxo de importações de fertilizantes por esta região.

Thomé Guth

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