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Queda acentuada nos preços do café arábica desperta alertas sobre impactos climáticos globais

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Os contratos futuros de café arábica registraram uma forte queda nesta terça-feira, superior a 3%, após uma sequência de dias positivos na semana anterior. Os lotes mais negociados, com vencimento em dezembro, foram cotados a US$ 3,6710 por libra-peso, refletindo uma correção no mercado apesar de fundamentos que sugerem um viés altista para o grão.

Analistas destacam que as geadas nas áreas produtoras do Brasil contribuem para essa perspectiva positiva de longo prazo. Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, explicou que há muita incerteza sobre a quebra na safra de arábica, difícil de mensurar devido ao tamanho do país. Ele ressaltou que prejuízos ocorreram em locais específicos, mas não podem ser generalizados.

A StoneX ajustou suas estimativas para a produção de café no Brasil, reduzindo em 3,4% para 62,3 milhões de sacas no total. Especificamente para o arábica, a projeção foi cortada em 5,7%, chegando a 36,5 milhões de sacas, o que reforça as preocupações com a oferta global.

Além dos desafios no Brasil, um fenômeno climático no Vietnã, principal exportador de café robusta, adiciona pressão ao mercado. Bonfá alertou que o tufão Kajiki pode derrubar frutos e afetar a colheita em novembro, tornando a bolsa de Londres mais volátil.

No mercado de cacau, os papéis também caíram 3,2% em Nova York, cotados a US$ 7.668 por tonelada. O Commerzbank atribui essa baixa a preocupações com a demanda, impulsionadas por números fracos de moagem no segundo trimestre na Europa, Ásia e América do Norte, além de tarifas de importação dos EUA sobre produtores, variando de 10% a 15%.

O banco alemão observou que o mercado permanece incerto para a safra 2024/25, até setembro, pois a Organização Internacional do Cacau não divulgou novas previsões em seu último relatório trimestral, devido a uma revisão metodológica. O próximo relatório, esperado para o final da semana, é aguardado com expectativa.

O açúcar demerara registrou uma queda mais moderada de 0,43%, a 16,33 centavos de dólar por libra-peso. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou que a produção brasileira para 2025/26 deve atingir 44,5 milhões de toneladas, um aumento de 0,8% em relação ao ciclo anterior, apesar de problemas climáticos nas áreas de cana.

Por fim, os contratos futuros de algodão para dezembro caíram 0,45% em Nova York, cotados a 67,02 centavos de dólar por libra-peso, em um dia de ajustes gerais nos mercados de commodities agrícolas.

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