O recebimento de amêndoas de cacau no Brasil cresceu 25,3% na safra 25/26 e totalizou 226.497 toneladas entre outubro de 2025 e setembro de 2026. Os dados compilados pelo SindiDados e divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) indicam reação na moagem e nas exportações de derivados no terceiro trimestre, com redução nas importações.
Reação na moagem e nas exportações
A moagem de cacau alcançou 53.743 toneladas no terceiro trimestre de 2026, com alta de 8,1% no período e 16,4% em relação ao ano anterior. As exportações de derivados somaram 17.311 toneladas no trimestre, avanço de 22,1%. Não houve importações de amêndoas nos dois últimos trimestres, reflexo da maior disponibilidade interna.
Os resultados representam sinais positivos para a cadeia, mas a consolidação desse movimento dependerá da continuidade da produção nos próximos ciclos e de uma recuperação consistente da demanda.
Anna Paula Losi
Melhora na disponibilidade nacional
A recuperação produtiva da safra 25/26 elevou a oferta de cacau brasileiro e reduziu a necessidade de compras externas. A moagem acumulada ainda permanece abaixo dos níveis de 2023 e 2024, mas o processamento trimestral já demonstra reação acompanhada pelo avanço das exportações. A presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, destaca que a maior oferta precisa se converter em mais atividade industrial.
A moagem apresentou uma reação importante no terceiro trimestre, acompanhada pelo avanço das exportações de derivados. Ainda assim, o processamento acumulado permanece significativamente abaixo dos níveis de 2023 e 2024. Para que a maior oferta de cacau se traduza em mais atividade industrial, renda e empregos, a demanda por derivados precisa se recuperar de forma consistente.
Anna Paula Losi
Produtores e indústrias processadoras observam que a continuidade do desempenho depende de clima favorável, sanidade das lavouras, produtividade e investimentos no campo. As importações mantêm caráter complementar e recuam quando a oferta nacional aumenta.