BrasilEconomiaMundo

Secex define regras para cotas de importação do acordo Mercosul-Efta

28
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicou portaria com critérios para alocação de cotas de importação do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Efta. O documento foi divulgado no Diário Oficial da União e define regras para a aplicação de preferências tarifárias limitadas em produtos específicos. A medida entra em vigor em meio à implementação gradual do acordo entre o Brasil e os países da Efta, que incluem Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Entrada em vigor do acordo

O acordo passou a vigorar nas trocas entre Brasil e Islândia a partir de 1º de outubro de 2026. Com a Noruega, a vigência inicia em novembro de 2026. A Efta elimina tarifas em setores industrial e pesqueiro, ampliando o acesso de produtos brasileiros aos mercados do bloco.

As cotas tarifárias para importação abrangem um conjunto restrito de produtos: vinhos, queijos, fórmulas infantis e chocolates. Dentro dos limites quantitativos estabelecidos no acordo, as importações poderão usufruir das preferências tarifárias negociadas. Uma vez atingido o limite da cota, aplicam-se às importações subsequentes as tarifas previstas para as operações extracota

MDIC

Regras para cotas tarifárias

As cotas representam limites quantitativos para itens como vinhos, queijos, fórmulas infantis e chocolates. Após o esgotamento desses volumes, aplicam-se tarifas extracota às importações adicionais. A portaria estabelece os mecanismos de alocação para garantir o cumprimento das preferências negociadas.

As cotas representam apenas uma parcela específica e limitada dos compromissos negociados no Acordo Mercosul-Efta

MDIC

Benefícios para exportações brasileiras

Considerados os universos agrícola e industrial, o acesso ao livre comércio de produtos brasileiros aos mercados da EFTA alcançará quase 99% do valor exportado. A eliminação de tarifas beneficia especialmente os setores industrial e pesqueiro. O MDIC destaca que 100% das exportações para Islândia e Liechtenstein estarão livres de tarifas, enquanto os percentuais para Noruega e Suíça atingem 99,8% e 97,7%, respectivamente.

Conteúdos relacionados

Foto: ABCC/Divulgação
AgriculturaEconomiaPecuária

Associação Brasileira de Criadores de Corriedale registra ganho de 333g/dia em prova de desempenho

A Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) finalizou uma avaliação de...

Colheita de feijão. Foto: Wenderson Araujo/Trilux
CotaçõesEconomiaFeijão

Mercado de feijão tem baixa liquidez com demanda fraca do varejo

O mercado de feijão registra baixa liquidez em meio à demanda retraída...

Foto: Divulgação
BrasilEconomiaEnergia

Brasil atrai R$ 289 bilhões em investimentos para biocombustíveis e transição energética

O Brasil reúne R$ 289 bilhões em investimentos cadastrados em projetos de...

Franga da raça Índio Gigante, criada no Norte de Minas, foi comprada por um produtor paulista
AvesEconomiaPecuária

Franga Índio Gigante de 98 cm é vendida por R$ 15 mil e bate recorde em leilão de MG

Uma franga da raça Índio Gigante, com 98 centímetros de altura, foi...