Agricultura

Seca no RS compromete plantio de soja e reduz safra de trigo

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O plantio de soja no Rio Grande do Sul atingiu 76% da área prevista para o ciclo 2025/26 até o momento, conforme dados recentes da Emater-RS. Esse avanço representa um progresso de apenas dois pontos percentuais em sete dias, ficando abaixo dos 80% registrados no mesmo período do ano passado e da média histórica de 84% para essa época.

A semeadura foi prejudicada pelo aumento da restrição de água no solo, agravado por temperaturas elevadas, baixa umidade e precipitações irregulares. De acordo com o boletim da Emater-RS, esses fatores climáticos abreviaram os trabalhos de campo e comprometeram o estabelecimento das áreas plantadas mais tardiamente, especialmente em solos secos.

O plantio só avançou em regiões beneficiadas por chuvas esparsas, onde produtores optaram por semear em condições de solo seco, contando com projeções de precipitações para os dias 8 e 9 de dezembro. Apesar das adversidades, as lavouras semeadas até 15 de novembro apresentam estande satisfatório e desenvolvimento inicial sem estresse hídrico severo, graças ao baixo índice foliar nessa fase.

No entanto, nas áreas implantadas posteriormente, a emergência das plantas está desuniforme, com sementes em diferentes estágios fisiológicos no mesmo talhão, o que pode afetar a produtividade futura. A Emater-RS destaca que o quadro climático atual demanda monitoramento contínuo para mitigar impactos maiores na safra.

Em relação ao trigo, a colheita no estado está finalizada, com produtividade média estimada em 3.012 quilos por hectare. Esse rendimento é semelhante à projeção inicial de 2.997 kg/ha, feita no período de semeadura, mas inferior à estimativa intermediária de outubro, que apontava 3.261 kg/ha, quando as lavouras exibiam melhor potencial.

A redução na produtividade final deve-se principalmente às chuvas na transição de outubro para novembro, que coincidiram com o avanço da colheita em partes do estado e causaram perdas de massa e qualidade dos grãos. Além disso, a maior incidência de doenças fúngicas, como a giberela, afetou parte das espigas e diminuiu o volume colhido, conforme ressaltado pela Emater-RS.

A produção total de trigo no Rio Grande do Sul é estimada em 3,43 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 7,1% em comparação com a safra de 2024. Esses números refletem os desafios climáticos e fitossanitários enfrentados pelos produtores gaúchos nesta temporada.

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