A segunda safra de milho do Brasil em 2025/26 deve alcançar 106 milhões de toneladas, segundo análise da consultoria StoneX divulgada nesta terça-feira. Os ajustes positivos registrados em Mato Grosso compensam as perdas observadas em Goiás devido à seca, mantendo a projeção nacional praticamente estável em relação ao mês anterior. A colheita da safrinha entra em fase inicial em junho de 2026, após o encerramento da safra de soja.
Estimativa nacional se mantém estável
A produção nacional de milho segunda safra ficou praticamente estável em relação à previsão anterior. A revisão para cima em Mato Grosso, que agora aponta 51,3 milhões de toneladas, equilibrou a redução verificada em Goiás. Esse movimento de compensação entre estados permitiu que o total do país se mantivesse próximo dos 106 milhões de toneladas projetados anteriormente.
Clima influencia resultados regionais
O clima mais seco afetou negativamente as expectativas para a produção de Goiás, cuja estimativa recuou para 10,8 milhões de toneladas, 19,3% a menos que o divulgado em maio. Em contrapartida, áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentaram condições mais favoráveis, contribuindo para o ajuste positivo nas projeções. Produtores de milho e soja no Brasil acompanham de perto essas variações climáticas que impactam diretamente a produtividade.
Houve tanto ajustes positivos quanto negativos entre os Estados, mas que se contrabalançaram e deixaram o total nacional perto da estabilidade
StoneX
Perspectivas para a colheita em junho
Com a colheita da segunda safra de milho em fase inicial, o mercado observa atentamente os números finais por estado. Os dados da StoneX reforçam que o equilíbrio entre regiões produtoras sustenta a oferta nacional, mesmo diante de desafios climáticos pontuais. A estabilidade na projeção oferece maior previsibilidade para a cadeia produtiva nos próximos meses.