Tempestades severas avançaram do Rio Grande do Sul para Santa Catarina na segunda-feira, 28 de setembro de 2026, e provocaram danos por granizo, ventos fortes e chuva intensa em municípios do Oeste catarinense. Cerca de 13 localidades registraram ocorrências, com destaque para Seara, onde aproximadamente 600 residências sofreram impacto, além de São Domingos e Quilombo. Seis pessoas ficaram desabrigadas e equipes da Defesa Civil iniciaram levantamentos preliminares nas áreas atingidas. O setor agropecuário também reportou prejuízos em aviários e propriedades rurais.
Impactos nos municípios afetados
As chuvas intensas e as rajadas de vento danificaram casas, escolas e postos de saúde em várias cidades do interior. Em Seara, o granizo perfurou telhados e causou alagamentos em vias principais, enquanto moradores de São Domingos e Quilombo relataram quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. Equipes municipais trabalham para restabelecer os serviços essenciais e realizar o cadastramento das famílias afetadas. O avanço da instabilidade também atingiu Lages, ampliando o raio de influência do sistema meteorológico.
Ações da Defesa Civil e próximos passos
A Defesa Civil de Santa Catarina mobilizou técnicos para avaliar os estragos e orientar a população sobre medidas de segurança. Até o momento, não foram registrados feridos graves, mas o órgão mantém alerta para novos temporais na terça-feira, 29 de setembro. Proprietários rurais recebem orientações para proteger rebanhos e instalações, enquanto escolas e unidades de saúde passam por inspeções estruturais. O monitoramento segue em tempo real para garantir respostas rápidas caso as condições se agravem.
Condições atmosféricas e risco de ciclone
A formação dos temporais está ligada a uma área de baixa pressão que avança sobre a região e favorece o desenvolvimento de nuvens convectivas. Meteorologistas alertam que o mesmo sistema pode originar um ciclone extratropical nos próximos dias, elevando a atenção para o Paraná. Moradores são orientados a evitar áreas de risco e acompanhar os comunicados oficiais emitidos pelos órgãos competentes. A sequência de eventos reforça a necessidade de preparação para períodos de instabilidade no Sul do país.