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UFSCar desenvolve biossensor que acelera triagem de plantas resistentes a pragas

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Biossensor da UFSCar em laboratório testando plantas resistentes a pragas no Brasil.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um biossensor inovador que acelera a triagem de plantas resistentes a pragas, detectando compostos orgânicos voláteis (VOCs) emitidos por elas. Coordenado pelo professor Daniel Souza Corrêa, o projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Embrapa. A tecnologia, testada em plantas de tomate e milho, promete reduzir o tempo de análise de semanas para minutos, facilitando o controle biológico na agricultura brasileira.

Como funciona o biossensor

O biossensor utiliza nanotecnologia e sensores químicos para identificar VOCs liberados por plantas sob ataque de pragas. Essa detecção ocorre em tempo real, eliminando a necessidade de análises laboratoriais demoradas. Desenvolvido na UFSCar, em São Carlos, São Paulo, o dispositivo representa um avanço na seleção de variedades resistentes para programas de melhoramento genético.

Impacto na agricultura

A inovação visa otimizar o controle biológico, reduzindo o uso de agrotóxicos e promovendo práticas sustentáveis. Ao identificar rapidamente plantas que emitem VOCs específicos, os agricultores podem selecionar cultivares mais resistentes. Isso é especialmente relevante para cultivos como tomate e milho, comuns no Brasil.

Tradicionalmente, esses testes são demorados e envolvem análises laboratoriais complexas. Com o biossensor, podemos identificar plantas que emitem VOCs específicos em tempo real, otimizando a seleção para programas de melhoramento genético.

A declaração do professor Daniel Souza Corrêa destaca a eficiência do método em comparação com técnicas convencionais.

Planos de desenvolvimento futuro

Os pesquisadores planejam miniaturizar o dispositivo para torná-lo portátil, permitindo análises diretamente no campo. Essa evolução facilitaria a aplicação prática em diferentes regiões agrícolas. O foco está em adaptar a tecnologia para as condições tropicais do Brasil, aproveitando sua vasta biodiversidade.

Estamos trabalhando para miniaturizar o dispositivo e torná-lo portátil, o que permitiria análises diretamente no campo.

O Brasil tem uma biodiversidade imensa, e precisamos adaptar a tecnologia para cultivos tropicais.

Relevância para o setor agrícola brasileiro

Com o apoio da Fapesp e da Embrapa, o projeto alinha-se às demandas de uma agricultura mais eficiente e ecológica. A redução no tempo de triagem pode acelerar o desenvolvimento de variedades resistentes, contribuindo para a segurança alimentar. Essa iniciativa da UFSCar reforça o papel da pesquisa acadêmica no enfrentamento de desafios agrícolas no país.

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