O período obrigatório do vazio sanitário da soja teve início em Mato Grosso no dia 8 de junho de 2026 e permanece vigente até 7 de setembro, determinando a eliminação de todas as plantas vivas da cultura em propriedades rurais, margens de rodovias e estruturas de armazenamento. A medida, coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, pelo Indea-MT e pela Famato, busca interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, que pode gerar perdas de até 90% na produção. Produtores devem remover voluntárias conhecidas como tigueras ou guaxas durante os 91 dias do vazio, sob fiscalização rigorosa dos órgãos competentes.
Medidas de eliminação e monitoramento
A eliminação de plantas voluntárias é obrigatória em todas as áreas de cultivo e em pontos de armazenagem, com equipes técnicas realizando inspeções periódicas para verificar o cumprimento das normas. O analista técnico Alex Rosa ressalta que o vazio sanitário representa a principal estratégia para reduzir a sobrevivência do patógeno entre safras, evitando que esporos se mantenham ativos em hospedeiros alternativos. Durante esse intervalo, fica proibido qualquer tipo de plantio ou manutenção de soja viva, o que exige atenção redobrada dos produtores para evitar focos residuais.
Consequências do descumprimento das regras
O não cumprimento das exigências estabelecidas pode acarretar medidas administrativas severas, que incluem desde notificações e a eliminação compulsória das áreas irregulares até a aplicação de multas e outras sanções severas previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal
Alex Rosa
As penalidades variam de notificações formais até multas e sanções mais graves, dependendo da extensão da irregularidade detectada. O Indea-MT mantém canais de denúncia para que a população e técnicos relatem áreas com presença de plantas vivas fora do período autorizado, reforçando o caráter coletivo da vigilância sanitária.
Calendário para o próximo plantio
O plantio da soja volta a ser permitido a partir de 7 de setembro de 2026 e pode ser realizado até 7 de janeiro de 2027, respeitando o calendário estadual de zoneamento agrícola. Esse intervalo de três meses sem hospedeiros vivos é considerado essencial para quebrar o ciclo da doença e garantir maior produtividade na safra seguinte. A adesão coletiva dos produtores é fundamental para o sucesso da estratégia de controle fitossanitário em todo o estado.