As vendas de uvas sem sementes no Vale do São Francisco registraram melhora no ritmo durante a primeira semana de junho de 2026. O movimento foi favorecido pelo início do mês, que costuma gerar pedidos mais volumosos para abastecer o varejo, além da maior disponibilidade de fruta em câmaras frias. Pequenos ajustes negativos de preços foram aplicados para acelerar o escoamento, conforme análise da equipe de Hortifrúti do Cepea em parceria com produtores da região de Pernambuco e Bahia.
Demanda impulsionada pelo calendário salarial
A proximidade da semana de pagamentos salariais elevou a procura no varejo, permitindo que os volumes disponíveis fossem comercializados com maior fluidez. Essa dinâmica típica do início do mês estimulou pedidos mais consistentes por parte dos compradores, mesmo diante de uma oferta ainda limitada nas lavouras. Produtores do Vale do São Francisco conseguiram assim reduzir estoques mantidos em câmaras frias.
Oferta restrita e ajustes pontuais de preços
A disponibilidade de uvas sem sementes nas áreas de cultivo permanece limitada, o que mantém a pressão sobre os preços no atacado. Para facilitar a saída da fruta, foram realizados pequenos reajustes negativos, sem comprometer significativamente a rentabilidade dos produtores. A estratégia busca equilibrar o fluxo de comercialização até que a colheita ganhe maior volume nas próximas semanas.
Os dados compilados pela equipe do Cepea indicam que o cenário atual reflete uma combinação de fatores sazonais e operacionais típicos do período. O uso de câmaras frias tem sido fundamental para regular a oferta e atender à demanda crescente do varejo. No Vale do São Francisco, produtores continuam monitorando as condições de mercado para ajustar as estratégias de colheita e armazenagem conforme a evolução das vendas.