Economia

Mercosul e Efta assinam acordo comercial que promete revolucionar o intercâmbio entre blocos

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O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) assinaram nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio que une oito países e abrange um mercado de quase 300 milhões de pessoas, com um PIB conjunto superior a US$ 4,3 trilhões. O pacto representa um marco nas relações comerciais internacionais, promovendo maior integração econômica entre os blocos sul-americano e europeu. De acordo com os governos envolvidos, o acordo visa ampliar o acesso a mercados para mais de 97% das exportações entre as partes, além de estabelecer novas regras que facilitam o comércio e oferecem maior previsibilidade jurídica às transações.

Os benefícios esperados incluem oportunidades para empresas de diferentes portes, desde pequenas e médias até grandes corporações, com impactos positivos em setores variados. O entendimento abrange uma ampla gama de áreas, como comércio de bens e serviços, investimentos, propriedade intelectual, compras governamentais, concorrência, regras de origem, defesa comercial, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias. Além disso, o acordo inclui um capítulo específico dedicado ao comércio e desenvolvimento sustentável, destacando o compromisso com práticas ambientais e sociais responsáveis.

As negociações para o acordo tiveram início em 2017, em Buenos Aires, e envolveram 14 rodadas de discussões até a conclusão. Em 2025, os blocos retomaram as tratativas com três rodadas presenciais na capital argentina, complementadas por reuniões virtuais, o que acelerou o processo e permitiu a assinatura no Brasil. Esse esforço reflete a determinação em superar obstáculos e fortalecer laços econômicos em um contexto global de incertezas comerciais.

Pelo Mercosul, o documento foi assinado por representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, enquanto pela Efta participaram autoridades da Suíça, Islândia, Noruega e Liechtenstein. Os signatários declararam a intenção de ratificar o acordo o mais rapidamente possível, com o objetivo de colocá-lo em vigor e começar a colher os frutos da parceria. Essa ratificação dependerá dos processos internos de cada país, mas há otimismo quanto à agilidade.

O acordo surge em um momento estratégico para o Mercosul, que busca diversificar suas parcerias comerciais além das tradicionais, e para a Efta, que visa expandir sua presença em mercados emergentes. Analistas políticos destacam que o pacto pode influenciar dinâmicas regionais, incentivando maior cooperação econômica e possivelmente servindo como modelo para futuras negociações internacionais. Com isso, o entendimento não apenas impulsiona o comércio bilateral, mas também reforça a posição geopolítica dos blocos envolvidos no cenário global.

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