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Mercado de boi gordo resiste à queda e supera R$ 325 no Centro-Oeste

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O mercado do boi gordo segue em uma trajetória de alta lenta, mas contínua, na última dezena de outubro, sem sinais de reversão nos preços. Consultorias indicam um ganho adicional de R$ 1 por arroba em São Paulo, onde o boi comum é negociado a R$ 308 por arroba e o boi destinado à exportação para a China atinge R$ 313 por arroba. Esse movimento reflete não uma explosão de demanda, mas uma resistência estrutural à queda, mesmo com o avanço da oferta proveniente de confinamentos.

As escalas de abate em São Paulo caíram para cerca de nove dias, o que reduz a folga operacional dos frigoríficos e os obriga a retornar ao balcão de negociações. Em regiões onde a oferta não é abundante, os compradores ajustam os preços para cima, ainda que de forma tímida, garantindo a continuidade do viés positivo no mercado.

No Centro-Oeste, o destaque é ainda mais pronunciado, com o Mato Grosso do Sul fechando negócios a R$ 318,13 por arroba, superando os patamares de São Paulo. Em Goiás e Tocantins, registros pontuais ultrapassam R$ 325 por arroba, especialmente para lotes que atendem às exigências de frigoríficos habilitados para exportação, confirmando a disputa acirrada por gado de padrão elevado.

As exportações continuam a ser o principal pilar de sustentação dessa firmeza. Até a terceira semana de outubro, o Brasil exportou 201,3 mil toneladas, com uma média diária 26,1% superior à registrada em outubro do ano anterior. Apesar de um leve recuo nos preços internacionais em comparação a setembro, a receita média permanece 18,1% acima do período correspondente do ano passado, mantendo as plantas frigoríficas ativas na aquisição de animais.

No atacado, o quarto traseiro se mantém firme a R$ 25 por quilo, impulsionado pela maior circulação de renda no final do mês e pelo aquecimento sazonal que antecede o pagamento do 13º salário. Esse fator histórico acelera o consumo e reforça o suporte aos preços no campo, contribuindo para a estabilidade do mercado.

Em resumo, a conjunção de exportações fortes, escalas de abate mais curtas e reação positiva no varejo garante que o mercado do boi gordo opere em viés positivo. O Centro-Oeste assume o protagonismo nessa firmeza, enquanto a alta, embora lenta, segue constante e sem devoluções de preços.

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